Hospital de Tailândia leva programação para alunos da zona rural

(Foto: Divulgação)

Técnicos do Hospital Geral de Tailândia (HGT) realizaram, na manhã desta terça-feira (30), ações de educação em saúde direcionadas para cerca de 70 alunos da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Raimundo Nonato da Silva, localizada na Vila Bom Jesus, zona rural do município.

De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2016, cerca de 20% dos nascimentos no Brasil foram originários de mães com 19 anos ou menos, onde há maior concentração de gravidez indesejada nas Regiões Norte e Nordeste. Essas e outras informações sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST´s”), foram repassadas na área do hospital.

Os temas foram repassados, por meio de palestras e atividades dinâmicas e lúdicas pela pedagoga do HGT, Ana Elizabett Gomes de Souza, e pelo enfermeiro José Juliano Costa. O conteúdo despertou a curiosidade dos alunos que aproveitaram a oportunidade para esclarecimentos de dúvidas sobre o tema, especialmente sobre a importância da prevenção da gravidez indesejada.

Sobre as DST´s, os técnicos do hospital informaram aos estudantes que elas são causadas por várias bactérias e vírus que provocam mais de 20 doenças e afetam homens e mulheres. “Ainda que algumas doenças sexualmente transmissíveis tenham cura, outras acompanham a pessoa por toda a vida e não têm cura”, destacou José Juliano.

Com 52 leitos, o HGT oferece ainda testes laboratoriais para diagnóstico de SIDA, Dengue e Rotavírus. O atendimento segue o padrão de Sistema de Classificação de Risco, como determina o Ministério da Saúde (MS).

Galinha caipira é alternativa para merenda escolar em Garrafão do Norte

(Foto: Divulgação)

Ainda em 2017, agricultores de Garrafão do Norte, no nordeste do Pará, devem começar a criar galinha caipira para abastecer a merenda escolar do município com carne e ovos. A idéia é do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), que vê na atividade uma ótima alternativa de diversificação para famílias que por ora se baseiam no cultivo de mandioca e na pecuária.

“Estimamos que, só pelos contratos do Pnae [Programa Nacional de Alimentação Escolar], os agricultores que criarem galinha possam ter lucro de cerca de 60%. Uma outra opção, complementar, são caprinos”, diz o chefe do escritório local da Emater em Garrafão, o técnico em agropecuária Eronaldo Melo.

A Emater atende regularmente mais de 600 famílias em Garrafão do Norte, que completou 29 anos no último dia 10 de maio. A assistência técnica e extensão rural do governo do estado existem ali desde 1985, quando o município ainda era parte de Ourém.

Outras metas para este ano são a intensificação na emissão de Cadastros Ambientais Rurais (CARs) e a intermediação de crédito rural para projetos de biodiesel em propriedades com plantações de dendê.

“Estamos conversando com o Banco do Brasil sobre a possibilidade de crédito para custeio por meio do Pronaf  [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). De imediato já 10 famílias seriam beneficiadas”, explica Melo.

Fonte: Agência Pará

Polícia Civil apreende 104 quilos de maconha em Tailândia

(Foto: Ascom / Policia Civil)

A Polícia Civil desarticulou, na madrugada de sexta-feira, 26, um esquema de tráfico interestadual de drogas, que eram transportadas via terrestre desde o Estado de Goiás e que seriam levadas para venda na cidade de Belém. Ao todo, as equipes de policiais civis do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) e do Grupo de Pronto-Emprego (GPE) apreenderam 104 quilos de “limãozinho”, um tipo de maconha produzida em laboratório e que apresenta efeitos alucinógenos mais fortes do que a erva normal.

A apreensão foi realizada no município de Tailândia, nordeste do Estado, no momento em que a droga era transportada escondida nas caixas de som de um carro que foi apreendido. Um segundo veículo, que era usado para escoltar o primeiro, também foi abordado e apreendido.

Ao todo, cinco pessoas foram detidas – quatro homens e uma adolescente. Todos foram conduzidos para a sede da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), no Telégrafo, em Belém, para lavratura dos procedimentos flagranciais por tráfico e associação para o tráfico de drogas.

O delegado Hennison Jacob, titular da Denarc, explica que a quantidade de droga estava distribuída em 145 tabletes. Os presos foram identificados como Joelson de Sousa Vasconcelos, Murilo Barbosa dos Santos, Fernando Rodrigo Guimarães Corrêa e Moisés Caldas Costa. Eles estavam divididos entre os dois veículos usados no transporte.

Fonte: Agência Pará

Pará é destaque na produção de frutas cítricas

(Foto: Thiago Gomes / Ag. Pará)

O Pará está entre os estados brasileiros que mais produzem frutas cítricas e o primeiro a receber o título de Área Livre de Cancro Cítrico. O reconhecimento oficial veio do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio das resoluções nº 1 e nº 6, de março deste ano. Para manter esse status, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) realiza um trabalho frequente com os produtores de acompanhamento, monitoramento e combate às pragas nas plantações.

O Pará possui atualmente dois polos citrícolas e áreas livres de Cancro Cítrico: a microrregião de Capitão Poço, englobando os municípios de Capitão Poço, Garrafão do Norte, Irituia, Nova Esperança do Piriá e Ourém; e Monte Alegre, juntando os municípios de Alenquer, Belterra, Mojuí dos Campos, Prainha e Santarém.

Na última semana, na comunidade de Santa Luzia do Induá, município de Capitão Poço, uma equipe da Adepará se reuniu com associações de produtores rurais e representantes da superintendência do Mapa, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). A reunião objetivou discutir as ponderações da Instrução Normativa 48 de produção de mudas que entra em vigor a partir de setembro deste ano.

Segundo dados da Diretoria de Defesa Vegetal da Adepará, o plantio de citros acontece em 920 propriedades rurais paraenses, totalizando uma área plantada de aproximadamente 15 mil hectares. Os municípios de Capitão Poço e Monte Alegre são os maiores produtores no Estado de laranja e limão.

De acordo com o diretor geral da Adepará, Luiz Pinto, a certificação como Área Livre de Cancro Cítrico foi possível devido ao rigoroso trabalho da Adepará junto aos produtores, atendendo as normativas do Ministério. “Viabilizamos recursos para a adequação de ambientes produtivos, assim como fizemos o monitoramento sistemático de pragas e a fiscalização de trânsito, de materiais propagativos e de frutos. Com o reconhecimento de área livre de doenças a produção orgânica no Estado será reforçada”, apontou.

O cancro cítrico é uma praga que ataca todas as variedades e espécies de citros e é considerada umas das mais graves doenças dessa cultura. Altamente contagiosa, a bactéria é resistente e consegue sobreviver em diversos ambientes por vários meses. Por tratar-se de uma praga quarentenária, o comércio de frutos cítricos e seus derivados é regulamentado por legislação internacional e a não adoção de medidas de exclusão/erradicação impede o comércio para países livres do patógeno.

Defesa fitossanitária – Para o diretor de Defesa Vegetal, Ivaldo Santana, com o reconhecimento e a manutenção da condição fitossanitária (conjunto de medidas adotadas pela agricultura a fim de se evitar a propagação de pragas e doenças) pelo Mapa, o Pará pode comercializar as frutas para outros países, pois o documento atesta a sanidade desses produtos. “Já temos produtores que estão exportando laranja e limão para cidades da Europa. Isso só vem fortalecer o mercado de Citros do Pará para o resto do Brasil e do mundo”, destacou.

De acordo com ele, para obter o status de área livre de cancro cítrico, a Adepará cumpriu medidas exigidas pelo Mapa, entre elas, o cadastramento de todas as propriedades e áreas produtoras rurais de citros dentro dos municípios que compõem a área livre, dados climatológicos, levantamento de detecção da praga em propriedades cadastradas, plano de emergência para caso ocorra o aparecimento da praga dentro da área livre, reforço das barreiras sanitárias e detalhamento do fluxo da produção.

Fonte: Agência Pará

Nova Esperança do Piriá já recebeu mais de R$ 230 mil de verba ambiental

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(Foto: Divulgação)

Mais de R$230 mil reais foram destinados de janeiro a abril de Icms Verde para o município de Nova Esperança do Piriá, na região nordeste do Pará. Os valores são divulgados mensalmente pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

A quantia total destinada ao município foi de R$ 232.785,57 reais. O valor referente ao mês de maio ainda não foi divulgado. O ICMS Verde é um imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação com critérios ambientais.

O ICMS Verde é uma verba específica para aplicar diretamente ao meio ambiente, fortalecendo a gestão, respaldada em legislação estadual e municipal. Os gestores responderão ao Tribunal de Contas quando não aplicam o montante específico ou não justificam sua aplicação.

Por Madson Sousa

MP pede execução provisória de sentenças para melhoria em escolas de Capanema

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(Foto: Divulgação)
O promotor de justiça Márcio Silva Maués de Faria ajuizou, na última terça- feira (23), quatro pedidos de execução provisória de sentenças prolatadas em processos movidos pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) que buscam melhorias no atendimento escolar em Capanema. As ações objetivam o fornecimento de transporte escolar às escolas estaduais e municipais localizadas na zona rural do município, a reforma e reabertura da Escola Municipal de Ensino Fundamental R-47 e a reforma das Escolas Estaduais de Ensino Fundamental e Médio Padre Sales, Oliveira Brito, João Santos e Apolônia Pinheiro dos Santos.
Os pedidos de execução provisória das sentenças foram feitos após o juiz da vara cível de Capanema ter proferido sentenças, nos meses de abril e maio de 2017, que atenderam a ações civis públicas propostas pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), condenando o Estado do Pará e a prefeitura de Capanema às obrigações de fazer, sob pena de multa pessoal ao governador e ao prefeito municipal em caso de descumprimento.
Os prazos requeridos pelo MPPA para cumprimento das decisões seguem os mesmos constantes no teor das sentenças, ou seja, de 30 dias para iniciar a reforma das escolas, 90 dias para conclusão e 48 horas para o fornecimento de transporte
“Mesmo que não tenha ocorrido o trânsito em julgado das sentenças prolatadas nos autos das ações, a medida de execução provisória se impõe pela natureza da obrigação, envolvendo direitos fundamentais à educação, além do que os alunos das redes de ensino estadual e municipal vêm sofrendo há anos com a precariedade das escolas”, ressalta o promotor de justiça Márcio Silva Maués de Faria.
Fonte: MPPA

SUS vai incorporar antirretroviral como prevenção ao HIV

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O Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer a profilaxia pré-exposição (PrEP) para grupos considerados de risco para exposição ao HIV. A estratégia consiste no consumo diário do medicamento Truvada – uma combinação do tenofovir com a entricitabina – por pessoas que não têm o vírus, mas que estão mais expostas à infecção, como profissionais de saúde, homossexuais, homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e casais sorodiscordantes (um dos parceiros é soropositivo e o outro, não).

O anúncio foi feito hoje (24) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a 7ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça. A PrEP deve passar a ser distribuída em até 180 dias após a publicação do protocolo clínico de diretrizes terapêuticas, prevista para a próxima segunda-feira (29). Na mesma data, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve publicar a alteração do registro do Truvada, permitindo que ele seja utilizado no tratamento de pessoas infectadas pelo HIV e também de forma preventiva.

De acordo com Barros, com a medida, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a adotar a estratégia de prevenção como política de saúde pública. A PrEP já é utilizada em nações como Estados Unidos, Bélgica, Escócia, Peru e Canadá, onde é comercializada na rede privada, além de França e África do Sul, onde foi incorporada ao sistema público de saúde. O investimento inicial do governo brasileiro, segundo o ministro, será de US$ 1,9 milhão para a aquisição de 2,5 milhões de comprimidos. A quantia deve atender a demanda pelo período de um ano.

Prevenção combinada

A estimativa da pasta é que a estratégia no Brasil seja utilizada por cerca de 7 mil pessoas que integram as chamadas populações-chave, no primeiro ano de implantação. A diretora do Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken, lembrou que a PrEP se insere como uma estratégia adicional dentro de um conjunto de ações preventivas que inclui a testagem regular, a profilaxia pós-exposição, a testagem durante o pré-natal e o uso de preservativo, entre outros.

Fazer parte de um dos grupos, segundo ela, não é o único critério para indicação da PrEP – será feita ainda, por profissionais de saúde, uma espécie de análise de vulnerabilidade do paciente, levando em consideração o comportamento sexual e outros contextos. A previsão é que, de imediato, a estratégia seja adotada em 12 capitais onde já há experiência nesse tipo de tratamento e, até o fim do primeiro ano de implantação, em todas as capitais brasileiras.

Estudos

As evidências científicas disponíveis, de acordo com Adele, demonstram que o uso de antirretrovirais pode reduzir o risco de infecção por HIV em mais de 90%, desde que o medicamento seja tomado corretamente, já que a eficácia está diretamente relacionada à adesão. A PrEP, entretanto, não substitui o uso da camisinha. “Não é um medicamento que se pode tomar de vez em quando. Tem que ser diariamente. E ele só começa a fazer efeito sete dias para exposição por relação anal e 20 dias para exposição por relação vaginal”, explicou.

HIV no Brasil

Dados do último boletim epidemiológico do ministério revelam que 827 mil pessoas vivem com HIV/Aids no Brasil atualmente. Desse total, 372 mil ainda não estão em tratamento, sendo que 260 mil já sabem que estão infectadas e 112 mil não sabem que têm o vírus. A aids, no país, é considerada uma doença estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos para cada 100 mil habitantes. Ainda assim, o número representa cerca de 40 mil novos casos ao ano.

Fonte: Agência Brasil