Padre Antônio de Assis Ribeiro é nomeado Bispo Auxiliar de Belém

(Foto: Divulgação)

Na manhã desta quarta-feira (28), o Papa Francisco, anunciou a nomeação do padre Antônio de Assis Ribeiro como Bispo Auxiliar de Belém (PA).

Padre Bira, como é conhecido, é natural da zona rural do município de Capitão Poço, no nordeste do Estado do Pará. Ele é o primeiro bispo salesiano da Amazônia nativo da região. O futuro bispo se juntará a outros salesianos que trabalham nesta região como o Dom Bruno Pedron, bispo de Ji-Paraná; Dom Flávio Giovenale, bispo de Santarém; Dom  Edmilson Tadeu Canavarros, bispo auxiliar de Manaus; Dom Walter Ivan de Azevedo, bispo emérito de São Gabriel da Cachoeira; Dom Antonio Possamai bispo emérito de Ji-Paraná.

Questionado sobre os desafios que irá encontrar como Bispo Auxiliar em Belém, Padre Antônio enumerou três: “Toda novidade, toda mudança, gera desafios a serem enfrentados, para mim, inicialmente vejo três. O primeiro desafio é aprender a ser bispo tomando consciência dessa nova missão; o segundo é tomar conhecimento, passo a passo, da nova realidade na qual eu devo trabalhar, isso significa acolher e estabelecer uma relação de amizade com o clero da arquidiocese, os religiosos (as), as instituições católicas, o estilo de Igreja e seu dinamismo pastoral; o terceiro  penso que seja aquele de inserção na vida do povo, percebendo seus valores, suas carências, seus desafios na vida de fé. Acredito que os cinco anos de trabalhos em Belém de 2000-2005, me ajudarão a me inserir nesse novo contexto eclesial com mais facilidade”.

Trajetória

Padre Antônio de Assis Ribeiro estudou até a quinta série no Colégio Pe. Ângelo Moretti na cidade de Ourém (cidade vizinha). Foi ordenado Diácono em 25 de junho de 1994 e sacerdote em 17 de Junho de 1995, por Dom Miguel Maria Giambelli bispo da Diocese de Bragança, na Cidade de Ourém (PA).

Trabalhou por cinco anos (2000 – 2005) nas obras Salesianas no Pará onde foi diretor da Escola Salesiana do Trabalho – EST, em Belém; nesse mesmo período também trabalhou como professor de Teologia Moral no Centro de Formação Presbiteral da Arquidiocese de Belém atuando no curso de teologia; em 2003 fundou o Centro Associação Damas Salesianas em Ananindeua (PA) – Uma ONG voltada para a promoção do voluntariado feminino com o espírito salesiano; de 2004-2005 foi conselheiro nacional da Associação Damas Salesianas, instituição internacional de fieis leigas com promessa pública de voluntariado social, um dos grupos da Família Salesiana; de 2002-2004 foi membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente – CEDCA/PA, e em 2005 assumiu o cargo de Conselheiro Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente da capital paraense (Belém – PA), de onde saiu para assumir a direção da Missão Salesiana de Yauaretê, uma área indígena no Alto Rio Uaupés, Amazonas.

Fonte: Portal Amazônia

Aterro de Marituba é alvo de três ataques nos últimos dias

(Foto: Divulgação)

Um caminhão de coleta de lixo a serviço da Prefeitura de Belém foi incendiado por desconhecidos, na noite da última sexta-feira, 23, na estrada de acesso ao aterro sanitário de Martiuba, a 100 metros da entrada do empreendimento. O ataque ocorreu no que está sendo considerado uma sequência do fechamento do acesso, ocorrido na noite do dia 21, quinta-feira, quando um grupo de mascarados ateou fogo em pneus, bloqueando o acesso de empregados da empresa que administra o aterro e caminhões coletores de lixo. Menos de duas semanas antes, o local fora invadido por pessoas armadas que, segundo a empresa Guamá Tratamento de Resíduos, tentaram causar um acidente ambiental deslocando drenos de chorume da célula de resíduos.

Enquanto a Seccional de Marituba investiga os fatos, a empresa se defende atacando: para o gerente Carlos Aguilar, as doenças ainda atribuídas pelos moradores do entorno ao funcionamento do aterro devem ser creditadas à falta de saneamento básico na área. “Esgoto passando na porta da pessoa e os vetores acabam trazendo doenças, mas estão associando as doenças ao aterro sanitário”, afirmou.

A empresa acredita estar sendo alvo de sabotagem, mas praticada por um grupo isolado. “Não são os moradores do entorno. Conforme estamos tendo avanços nas obras do aterro, a melhoria na cobertura, o tratamento do chorume, começamos a sentir, nos últimos três meses, uma sequência de problemas que dão a entender estar existindo esse boicote”, disse ele.

A Guamá tem uma lista de avanços e garante que a situação mudou, mas não é o que respondem os moradores. Para estes, os problemas continuam os mesmos e, na verdade, até pioraram. Agora, garantem, não há hora para o odor, que vem com um acréscimo, que classificam de “um ardor”. Na manhã de ontem, eles disseram que já dirigiram convite aos representantes da empresa para que passem um dia na casa de algum deles, de modo a constatar os problemas de saúde relatados há algum tempo já.

“A gente não dorme de noite, por causa da coceira”, disse Suely de Lima, moradora do bairro São João. “Tenho 43 anos e nunca tive isso, falta de ar e nem essa coceira”, acrescentou. Um grupo de moradores da comunidade Sagrada Família, distante pouco mais de um quilômetro do aterro, também reclamou dos problemas de saúde que, segundo disseram, são decorrentes do aterro.

Eles afirmam que as melhorias propaladas pela empresa não surtiram efeito. “Às 6 horas da manhã, o fedor já está exalando. Também fede à noite”, disse Edna do Socorro Moura. Os moradores disseram ainda que, agora, as crianças e as pessoas idosas – mais vulneráveis – adoecem com mais facilidade. “As crianças daqui não adoenciam como está ocorrendo agora”, disse Maria Madalena Santos. Ela disse que seu neto Ruan Miguel, de um ano, tem problemas na pele e respiratórios. “A situação está crítica”, acrescentou.

Ela também afirmou que os adultos se queixam de cansaço. “Não temos para onde correr”, acrescentou Madalena. “A gente já acorda com falta de ar”, completou Ilma Cordeiro Chaves. Os moradores também disseram que a existência do aterro prejudicou a qualidade da água consumida por eles e retirada de poços semiartesianos. E mais: não há urubus no aterro porque os funcionários soltam fogos para afugentar os animais.

Carlos Aguilar repudiou as acusações de danos ao meio ambiente e mortes de animais. “A operação no aterro é 24 horas por dia. O grupo da qual a empresa Guamá faz parte tem 30 anos de experiência, tem aterro em quase todos os estados do Brasil, tem aterro na América Latina. As pessoas trabalham, aqui, oito, nove horas por dia. Se desse essas doenças, todos estaríamos doentes. O odor traz desconforto, mas não doença”, afirmou. Para ele, não há comprovação de que os problemas de saúde relatados pelos moradores tenham relação com o aterro.

Fonte: ORM

Jatene defende Cheque-Moradia em evento com a presença de Helder Barbalho

(Foto: Agência Belém)

O governador Simão Jatene, que após um recente período de recesso de saúde, voltou às atividades nesta segunda-feira (26), defendeu o programa Cheque-Moradia, pelo qual foi acusado de compra de votos pela coligação comandada por Helder Barbalho (PMDB), seu adversário nas últimas eleições ao governo em 2014. A fala do governador foi proferida na cerimônia de inauguração de conjunto residencial do programa “Minha Casa, Minha Vida”, na tarde de hoje (26), em Belém. Helder Barbalho ouviu todas as críticas calado, a menos de um metro do governador.

”Amigos, eu não poderia não vir. Eu vinha de moleta, de cavalo, de barco, eu vinha de qualquer jeito, sabe porque, ministro Bruno? Porque a luta pela casa própria, a luta pela residência não é uma invenção de discurso de agora, não é não. Todos sabem lá atrás no primeiro governo ainda, quando nós criamos o cheque-moradia, todos diziam que isso era quase impossível. E quantas famílias já foram beneficiadas? Hoje, serve de referência. E alguns vêm tentando criminalizar esse Programa para que ele se acabe, mas não vai acabar porque ele não é meu. Esse Programa não é do Governo do Estado. Esse Programa é de vocês, é do povo do Pará”, disse o governador Simão Jatene.

No dia 14 deste mês, o Tribunal Superior Eleitoral suspeitou que um dos juízes do TRE Pará que participou da análise do recurso eleitoral tem ligação direta de amizade com Helder Barbalho e suspendeu preliminarmente o julgamento do processo de cassação contra Jatene.

O governador não cumprimentou nominalmente todas as autoridades presentes no palanque armado para as autoridades. Ele fez questão de dizer que poderia esquecer o nome de alguém, contudo ele pediu agradecimentos especiais aos operários que trabalharam na obra e às lideranças comunitárias que tiveram a paciência de esperar para ter a sua casa própria. “Enquanto os ricos nesse País e nesse Estado têm fortunas que não conseguem explicar como conseguiram. Não conseguem explicar”, disse Jatene em tom alto, numa evidente crítica à família Barbalho, que responde a uma série de denúncias e processos que vão desde enriquecimento ilícito, como com supostas contas bancárias na Suíça, à desapropriação irregular de terras. Antes de entrar na política, tinha dois imóveis declarados. Hoje, é proprietário da Rede Brasil Amazônia, que inclui rádios, o jornal Diário do Pará, fundado em 1982, e a TV RBA, adquirida em 1990, por US$ 12 milhões.

O novo condomínio “Viver Primavera” com 704 unidades na rua do Ranário, no bairro do Tapanã, foi entregue na presença massiva dos novos moradores e do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.

Fonte: ORM

Garrafão do Norte recebe viveiro com capacidade para produção de 50 mil mudas

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(Foto: Reprodução Facebook)

Um viveiro com capacidade para produção de 50 mil mudas foi montado no Galpão do Agricultor, de Garrafão do Norte, no último dia 21 de junho, pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-bio).

A implantação deste viveiro proporcionará aos produtores rurais a oportunidade de realização de atividades práticas direcionadas ao conhecimento técnico sobre a produção de mudas florestais e frutíferas. A ação também tem como objetivo incentivar à produção sustentável de unidades familiares que praticam a agricultura familiar.

Por Madson Sousa

Onda crescente de violência no Pará sobrecarrega judiciário e testa capacidade de investigação da polícia

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(Foto: Divulgação)

Os números da violência assustam os moradores de Belém e de cidades do interior do estado. Só nos primeiros 19 dias do mês de junho, quase 230 homicídios foram registrados no estado, o que representaria uma média de 11 pessoas assassinadas, por dia, no Pará. A situação vem provocando a sobrecarga do judiciário paraense e colocando à prova a capacidade de investigação da Polícia Civil em dar conta de tantos casos ao mesmo tempo.

Enquanto isso, as famílias relatam a dor de perder parentes em mortes violentas. Esse foi o caso de Edejane Gonçalves, que teve o filho de apenas 18 anos, Samuel Gonçalves, assassinado no bairro da Guanabara, em Ananindeua, na região metropolitana de Belém. Em maio do ano passado, ele caminhava de volta para casa, após uma partida de futebol, quando um carro se aproximou dele e criminosos dispararam vários tiros contra o jovem.

“Ele era tão caladão aqui em casa com a gente, mas as pessoas que conviveram com ele, falam da alegria, da vontade de viver dele das coisas que ele queria fazer, como queria me ajudar”, relata a mãe do estudante que sonhava em ser professor de educação física.

Em apenas seis meses, cinco chacinas aconteceram no Pará deixando um saldo de 56 pessoas mortas. A onda crescente de mortes dificulta o trabalho de investigação da polícia para solucionar os casos. A instituição conta com quase dois mil e 700 policiais civis, mas a Assossiação de Delegados de Polícia (Adepol) afirma que diz que o ideal seria mais que o dobro.

“O número de facções organizadas, principalmente do tráfico de drogas, cresceu muito na nossa cidade, no nosso estado e a polícia ficou paralisada em nível de investimento”, denuncia João Paiva, secretário geral da Adepol.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado (Segup) informou que em relação ao déficit de policiais, um concurso para a contratação de 650 novos policiais está em fase adiantada e a previsão é de que o processo seja concluído, ainda, este ano.

O criminoso que matou o filho de Edejane não foi identificado pela polícia, mas o inquérito foi concluído e segue na Justiça. O Movida, movimento que apóia os parentes das vítimas da violência, em Belém, acompanha o caso.

“Nós não temos a pena de morte na nossa constituição, mas na prática estamos vendo isso acontecer, ou seja, é uma total ignorância dos poderes legalmente constituídos, isso assusta todos nós enquanto sociedade”, afirma Iranilde Russo, coordenadora da entidade.

Diante desse cenário, no ano passado, o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) criou mais uma vara de homicídios, em Belém. Eram três e agora são quatro para julgar os processos que não param de chegar na mesa dos juízes.

“Nós temos um aumento muito grande de processos criminais e uma estrutura que nós ainda não damos conta de dar vazão”, explica o juiz Cláudio Rendeiro.

“O que me deixa mais triste nessa situação toda é que apesar de todas essas lutas em busca de paz, a gente sabe que não vai trazer a pessoa que a gente ama de volta. E quantas pessoas há aí cometendo atrocidades e continuam cometendo mais e mais, e nada é feito”, lamenta a mãe de Samuel.

Fonte: G1

Deputado do Pará usou dinheiro público para apoiar aliados nas eleições municipais

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(Foto: Divulgação)

Utilizando dinheiro público da verba indenizatória (cotão), os deputados federais Giacobo (PR-PR), Átila Lins (PSD-AM), Júlio César (PSD-PI), Jutahy Júnior (PSDB-BA), Nilson Pinto (PSDB-PA) e Ságuas Moraes (PT-MT) alugaram aeronaves para se deslocar por diversas cidades de seus estados e, assim, turbinar a campanha eleitoral de candidatos aliados nas eleições municipais de 2016. Os recursos públicos também serviram para bancar hospedagens em hotéis durante os compromissos de campanha. Essas despesas somaram R$ 288 mil.

Documentos emitidos pela Câmara e o regulamento interno da Casa proíbem os deputados de utilizar recursos do chamado cotão para bancar despesas de caráter eleitoral. Cópias das notas fiscais apresentadas pelos pardeplorares para cobrar ressarcimento da Câmara estão publicadas na seção de Transparência do site da Casa. Os deputados registraram sua participação nos eventos eleitorais em que usaram a verba pública nas redes sociais. Eles negam irregularidades.

Deputado do Pará

Nilson Pinto (PSDB-PA) enviou a conta de R$ 37 mil à Câmara para dar uma forcinha, em setembro passado, a alguns candidatos aliados nos municípios paraenses de Tailândia, Juruá, Cametá, Goianésia do Pará, Santa Maria do Pará, Dom Eliseu, Moju e Prainha.

O deputado disse ao Congresso em Foco que não foi candidato em 2016 e que o fretamento das aeronaves e as viagens foram realizados dentro da legalidade prevista no Ato da Mesa Diretora Nº 43/2009. Ele alegou ainda que as participações em campanhas eleitorais se deram em coincidência de estar em determinados municípios no mesmo dia em que houve eventos eleitorais. Disse ainda que não considera ter cometido erros nos gastos, mas que discutiria com a Câmara caso sejam configuradas as irregularidades.

É proibida pela própria Câmara a utilização de recursos da verba indenizatória para cobrir despesas de caráter eleitoral, qualquer que seja ela e a qualquer tempo. Entretanto, alguns deputados desconhecem a restrição e acreditam não ter cometido irregularidades. Eles recorrem a um artigo da regra interna (Ato da Mesa Nº 43/2009) que permite ao pardeplorar fazer divulgação do seu mandato (Art. 2º, XII), dispositivo que não autoriza o emprego dos recursos públicos em campanhas.

Fonte: Congresso em foco (Com adaptações)

Paralisados, professores fazem ato em Belém

Paralisados, professores fazem ato em Belém (Foto: Cezar Magalhães/Arquivo)
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Professores da rede estadual de ensino do Pará estão concentrados na manhã desta quinta-feira (22) em frente ao prédio da Secretaria de Estado de Educação Pública (Seduc), em Belém, onde realizam um ato público. A categoria paralisou as atividades hoje para cobrar um posicionamento do Governo sobre a situação da educação no Pará.

Entre as principais reclamações dos trabalhadores, estão o não pagamento do piso salarial, o sucateamento das escolas, falta de segurança nas unidades de ensino e problemas na lotação dos professores, que inclusive estaria deixando alguns alunos sem aulas de determinadas disciplinas. Os manifestantes deverão realizar o ato em frente à Seduc, na avenida Augusto Montenegro, e esperam que representantes da secretaria os recebam para reunião.

A educação pública no Pará é marcada por dezenas de casos que exemplificam o caos no setor. Recentemente, o Censo Escolar produzido pelo Inet e Minsitério da Educação apontou o Estado como detentor da mais alta taxa de evasão escolar do país. Nesta quarta-feira (21), um estudante foi esfaqueado dentro de uma escola no centro de Belém. Na terça-feira (20), um professor e alunos foram roubados em plena sala de aula no Guamá.

Fonte: Diário Online