Indústria paraense apresenta queda

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(Foto: Divulgação)

Depois de mostrar sinais de recuperação em julho, a produção industrial do Pará voltou a recuar no último mês de agosto. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria paraense assinalou variação negativa de 0,7% na passagem de julho para agosto, após também retrair em junho (-0,8%) e avançar 2,8% em julho.

Em todo o País, os recuos mais intensos foram em São Paulo (-1,4%) e Rio Grande do Sul (-1,4%). As taxas negativas menos acentuadas do que a média nacional (-0,8%) foram em Minas Gerais (-0,7%), Pará (-0,7%), Paraná (-0,4%) e Ceará (-0,1%), enquanto Santa Catarina (0,0%) teve variação nula. Já as maiores altas do mês foram no Espírito Santo (7,5%) e na Bahia (4,9%), seguidos por Amazonas (3,2%), Rio de Janeiro (2,4%), Pernambuco (1,8%), Região Nordeste (0,4%) e Goiás (0,1%).

Com mais este resultado, o índice de média móvel trimestral apontou variação positiva de 0,4% no trimestre encerrado em agosto frente ao patamar do mês anterior, mantendo, dessa forma, a trajetória ascendente iniciada em abril último.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a indústria do Estado avançou 9,3%, a vigésima quarta taxa positiva seguida neste tipo de confronto. Essa foi a segunda maior variação dentre todas as regiões pesquisadas no período, atrás, apenas, do Mato Grosso: 15,8%. Em todo o País, o crescimento em agosto de 2017 foi de 4,0% em relação a agosto de 2016.

O índice acumulado de janeiro a agosto de 2017 assinalou expansão de 8,6%, avanço mais intenso do que o observado no primeiro semestre do ano (7,7%) – ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 8,3% em julho para 7,8% em agosto de 2017, mostrou ligeira redução na magnitude do crescimento entre os dois períodos. Mesmo com a oscilação mês a mês, a produção industrial do Pará desponta com os melhores resultados acumulados do País, que registrou as variações respectivas de 1,5% e -0,1%.

Atividades

A indústria paraense avançou 9,3% em agosto de 2017 na comparação com igual mês do ano anterior, com apenas três dos sete setores investigados assinalando aumento na produção. O principal impacto positivo veio da atividade de indústrias extrativas (11,7%), impulsionada, especialmente, pela maior extração de minérios de ferro em bruto ou beneficiado.

Em contrapartida, as principais influências negativas vieram dos ramos de produtos alimentícios (-7,8%) e de produtos de madeira (-4,0%), pressionados, em grande medida, pela menor fabricação de carnes de bovinos frescas ou refrigeradas; e de madeira serrada, aplainada ou polida, respectivamente.

Nos oito primeiros meses de 2017, a indústria do Pará registrou expansão de 8,6% com somente um dos sete setores mostrando aumento na produção. A única contribuição positiva sobre o total da indústria foi observada na atividade de indústrias extrativas (11,3%), impulsionada, principalmente, pela maior extração de minérios de ferro em bruto ou beneficiado.

Por outro lado, as influências negativas mais relevantes vieram dos setores de produtos alimentícios (-4,8%) e de produtos de minerais não-metálicos (-12,2%), pressionados, principalmente, pela menor produção de carnes bovinas frescas, refrigeradas ou congeladas e óleo de dendê; e de cimentos “Portland”, respectivamente.

Fonte: ORM

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