Saiba quais as melhores cidades do país para abrir novos negócios

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(Foto: Divulgação)

Pelo terceiro ano consecutivo, Florianópolis ficou em segundo lugar no ranking das melhores cidades para abrir uma empresa do país, conforme o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) feito pela Endeavor Brasil. O levantamento, publicado desde 2014, analisa o ecossistema de negócios das principais cidades brasileiras por meio da análise do ambiente regulatório, da infraestrutura, do mercado, do acesso a capital, da inovação, de recursos humanos e da cultura empreendedora, pilares que, conforme a Endeavor, são os que mais afetam a vida do empreendedor. Neste ano foram coletadas informações em 32 cidades de 22 Estados do país. De Santa Catarina, além da Capital, Joinville e Blumenau aparecem na quinta e na 11ª posição na relação, respectivamente.

Como ocorreu nos anos anteriores, Florianópolis voltou a ocupar o segundo posto, atrás novamente de São Paulo. Neste ano, repetindo o que ocorreu em 2016, a cidade perdeu fôlego na maioria dos critérios analisados. Caiu em três, manteve-se igual em outros três e subiu em apenas um: mercado, categoria que avalia desenvolvimento econômico e clientes potenciais. Apesar de ter conseguido recuperar cinco posições, ficando agora no 25o lugar, esse quesito ainda é o mais mal avaliado na cidade.

O coordenador da Endeavor em Santa Catarina, Guilherme Lopes, atenta para a participação catarinense no ranking – incluindo, além da Capital, cidades de médio porte, como Blumenau:

— É bem relevante, se pegar proporcionalmente, principalmente por população, Santa Catarina ter três municípios (no ranking). Florianópolis perde para São Paulo no geral, mas novamente, em proporção, acaba sendo muito bom. Investimento, tamanho e número de empresas: vários indicadores mostram que estamos bem — avalia.

Ambiente regulatório influi na colocação

Se por um lado Florianópolis se destaca no ranking geral como melhor cidade para empreender, na análise individual dos pilares que norteiam o número final o município ainda peca. É o caso de um dos fatores mais importantes para quem deseja abrir um negócio, o ambiente regulatório, que analisa tempo de processos, custos de impostos e complexidade tributária. Hoje a Capital ocupa o 13o lugar, sendo que Joinville, conseguiu subir para a primeira colocação do quesito neste ano ao ganhar duas posições, e Blumenau pulou 13 postos e agora está em terceiro lugar entre as 32 cidades analisadas.

Para Lopes, a capital catarinense ainda tem muito a melhorar na questão do ambiente regulatório e isso pesa por vários motivos _ entre eles por parte da cidade estar em uma ilha _ nas questões do plano diretor “que já se arrastam há quase uma década”.

— É sabido que Florianópolis tem, por exemplo, uma dificuldade enorme em conseguir o habite-se na construção civil. Apesar disso, tenho notado uma energia grande dos governos do Estado e municipal para melhor isso. A desburocratização passa por várias esferas — analisa o coordenador.

Menos burocracia puxa índice para cima 

Diferentemente de Florianópolis, Joinville e Blumenau se destacam no ICE por estar entre as cinco melhores cidades no fator ambiente regulatório, que, de acordo com o coordenador da Endeavor em Santa Catarina, Guilherme Lopes, está ligado à desburocratização na hora de abrir um novo empreendimento no Estado.

Joinville subiu duas posições, assumindo a liderança nesse critério e desbancando Uberlândia (MG), que em 2017 ficou em nono lugar no índice. Blumenau chamou a atenção por conseguir avançar 13 posições no levantamento, indo do 16o lugar em 2016 para o terceiro.

No total, Joinville permaneceu igual em duas categorias, caiu em quatro e subiu em apenas um, ocupando a 22a posição no quesito cultura empreendedora. Blumenau, que assim como no ano passado ocupa o 28o lugar em cultura empreendedora, melhorou em três pilares e caiu em três.

Na avaliação de Lopes, para que as cidades sigam com bons indicadores é preciso que o próprio cidadão cobre dos gestores públicos a implantação de boas práticas e melhoria de processos já existentes:

— A vontade de gestor está atrelada à vontade pública, então, se as pessoas querer melhorar, essa cobrança precisa ser mais clara. Cabe a gente fazer essa pressão para resolver as coisas. Acredito que pressão popular no gestor acaba fazendo com que ele priorize essas demandas, se não eles acabam focando em outras coisas mais atrativas — sugere.

Capital lidera relação no critério recursos humanos

Entre os pilares analisados pelo ICE deste ano, Florianópolis lidera apenas um, o de capital humano, cujas determinantes são mão de obra básica e mão de obra qualificada. No primeiro item, a cidade atingiu 7,61 no índice, atrás apenas de Vitória (7,82) e Curitiba (7,95). A Capital tem ainda 72,1% dos adultos com ensino médico completo e atingiu nota máxima, entre as cidades analisadas, no Enem (558,5).

Já nos índices de mão de obra qualificada a cidade é líder no próprio índice, com 8,20, e líder também no percentual de adultos com ensino superior (36,36). Conforme a Endeavor, o salário médio de um dirigente é de R$ 5 mil, valor abaixo do registrado nos outros municípios do Estado, Blumenau (R$ 5,2 mil) e Joinville (R$ 5,8 mil) – a maior média é em São Paulo (R$ 10,3 mil) e a menor, em Teresina (R$ 2,7 mil).

Número de mestres e doutores em alta

Em inovação, critério em que caiu uma posição, ficando em terceiro lugar, Florianópolis se destaca na proporção de mestres e doutores em Ciência e Tecnologia. De cada 100 empesas analisadas, 19,41 possuem em seus quadros de funcionários profissionais com algum título acadêmico.

É o caso da Chipus Microeletrônica, que, desde o fim de 2008, atua no mercado de projetos semicondutores para a indústria 4.0 e internet. Dos 40 colaboradores da empresa, 12 possuem mestrado e outros quatro, doutorado em microeletrônica.

Segundo o empresário e sócio-fundador da Chipus, Paulo Augusto Dal Fabbro, flexibilidade é imprescindível para melhorar a capacitação dos funcionários. Na startup, o empregado interessado é autorizado a se for conveniente para ambas as partes, trabalhar menos horas para fazer as aulas no período diurno. Em troca, ele se compromete a aplicar nos projetos da empresa o conhecimento adquirido na academia.

— A gente sabe que, para a nossa área, ter esse tipo de formação e de aprofundamento é importante. Por isso, quando alguma pessoa da Chipus sai da graduação e está interessada em fazer um mestrado a gente tem ajudado, liberando elas o número de horas necessárias para as aulas. Hoje em dia são quatro pessoas na empresa que estão nesse modelo, fazendo mestrado na UFSC — afirma o empreendedor.

Fonte: A notícia

Investimento público deve ser 11% menor em 2018, segundo previsão

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(Foto: Divulgação)

Os investimentos públicos serão reduzidos, em 2018, para viabilizar o cumprimento do teto de gastos públicos, instituído pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/2016. A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) indica retração de 11%, em relação ao montante deste ano.

Os números divulgados pela STN, na última quarta-feira, 29 de novembro, apontam para redução superior a R$ 14 bilhões, em comparação com os R$ 122 bilhões projetados para 2017. No entanto, sinaliza que o valor pode aumentar, se o Congresso Nacional não aprovar duas medidas de contenção de gastos. Elas tratam do adiamento do reajuste dos servidores e do ressarcimento pela desoneração da folha de pagamento.

Pelo texto, as despesas só podem crescer limitadas à inflação do ano anterior, e o Tesouro estima que a variação será de 3%. Por conta disso, enquanto as despesas vinculadas – que não podem ser mexidas pelo governo – crescerão mais de 6%, as não vinculadas, que se compõe de investimentos, sofrerão o impacto.

Redução
Matéria divulgada pela Folha de S. Paulo, sobre a divulgação da STN, trouxe a opinião de especialistas em contas públicas. Eles acreditam que, mesmo com a aprovação da reforma da Previdência, este ano, o impacto sobre os gastos obrigatórios seria baixo em 2018, aumentando somente nos anos seguintes. Já, a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados prevê redução nos gastos de apenas R$ 2,5 bilhões, mesmo com a aprovação de novas regras.

Em entrevista ao jornal, a secretária da STN, Ana Paula Vescovi, afirmou que os investimentos e gastos com custeio terão que diminuir ainda mais em qualquer cenário. Para ela, talvez, orçamento brasileiro seja mais engessado do mundo. “Temos um deficit estrutural, que se agrava nos próximos anos”, lembrou Ana Paula, ao ressaltar a importância de reformas como a das regras das aposentadorias.

BNDES
A secretária destacou ainda a necessidade de devolução de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aos cofres do Tesouro em 2018 para que o governo não descumpra a chamada “regra de ouro”, que proíbe a União de emitir dívida em um volume superior aos investimentos. Ela esclarece que objetivo é evitar que o Estado se endivide demais para pagar despesas correntes, empurrando a conta para outros governos. “O quadro de insuficiência é muito agudo”, afirmou Vescovi.
Há um ano atrás, quando se debatia a PEC, Ziulkoski alertou: “um teto para os gastos da União vai prejudicar os repasses para políticas sociais executadas pelas Prefeituras. “Isso vai afetar o cidadão, que precisa de coisas singelas, mas fundamentais, como farmácia básica. Os repasses, que já estão defasados, não terão correções nos próximos dez anos”, avisou, diversas vezes.

Fonte: CNM, com informações da Folha de SP

 

Saiba quanto Garrafão do Norte vai receber do AFM anunciado por Temer

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(Foto: Ascom PMGN)

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) calculou quanto cada Município deve receber do Auxílio Financeiro aos Municípios (AFM), no valor de R$ 2 bilhões. O repasse foi anunciado no dia 22 de novembro, durante audiência do presidente da República, Michel Temer, com o com líder do movimento municipalista, Paulo Ziulkoski, e representantes das entidades estaduais municipalistas.

Ainda não foi divulgado quando será o pagamento. Uma medida provisória informará aos gestores municipais a data em que o valor será depositado nas contas das Prefeituras. De acordo com Temer, o valor será creditado ainda no mês de dezembro.

De acordo com estudo da entidade, o município de Garrafão do Norte, nordeste paraense, deve receber R$ 322.442,56 de total bruto e nominal. Ainda segundo a CNM o Coefic FPM – 2017 do município é de 1,4.

Veja quanto outros municípios do Pará vão receber:

Irituia –  1,6 –  R$ 368.505,79

Belém  – 5,4 – R$ 9.278.350,52

Capitão Poço – 2,2 – R$ 506.695,46

Ourém – 1,2 – R$ 276.379,34

Nova Esperança do Piriá –  1,2 – R$ 276.379,34

O valor será distribuído sobre a forma de Participação dos Municípios, porém, o valor será bruto, sem incidência do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A entidade destaca ainda que o valor compõe a Receita Corrente Liquida (RCL) e por isso tem a mesma vinculação constitucional de gastos em saúde e educação que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Por Madson Sousa, com informações da CNM

Seminário debate aplicação da Lei Maria da Penha a transgêneros e transexuais

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(Foto: Divulgação)

O Ministério Público do Estado do Pará, por meio da promotoria de justiça de violência contra a mulher, representada pelo promotor de justiça Franklin Lobato Prado, realizará no dia 4 de dezembro o “I Seminário de aplicação da Lei Maria da Penha às pessoas transgêneros e transexuais”. O evento integra a programação em comemoração à semana do Ministério Público do Pará que acontece de 1 a 15 de dezembro onde várias promotorias e departamentos se mobilizaram no sentido de desenvolver atividades destinadas a fomentar debates e estreitar relações entre seus integrantes e a sociedade referentes a diversos temas voltados a cidadania.

O Serminário, que ocorrerá no Auditório da promotoria de justiça da infância e juventude no prédio do MPPA, busca debater com o público em geral a recente decisão do TJE do Pará que permite que a Lei Maria da penha possa se encaixar em casos de violência doméstica envolvendo pessoas trans.

Com uma programação que se inicia às 14h, o Seminário contará com a presença de representantes do Poder Judiciário, Polícia Civil, Defensoria Pública e do Ministério Público. Segundo o Promotor de Justiça Franklin Prado Lobato, o seminário é uma maneira de mostrar a união dos órgãos na defesa dos LGBTI. “O evento mostra a união das instituições para a defesa dessa causa, além de dar oportunidade para que os grupos LGBTI’s possam debater, explicar problemas e o público entender e participar desse debate”. destaca o promotor.

A ideia é debater sobre o ponto de vista de cada instituição a respeito dos direitos e os desafios na defesa dos grupos LGBTI, além de conversar sobre o caso Guilhermina, que foi o primeiro caso de transexual no Pará que recebeu a aplicação da Lei Maria da Penha. O evento está sendo organizado pelo Ministério Público do Pará por meio do promotor de Justiça Franklin Lobato Prado. Também estarão presentes a Juíza Rubilene Silva do Rosário pelo Poder Judiciário; Fábio Rangel Pereira de Souza pela Defensoria Pública, a Delegada Bela Adriana Norat da Polícia Civil.

Faça aqui sua inscrições para o I Seminário de Aplicação
da Lei Maria da Penha aos transgêneros e transexuais.

Aplicação da Lei

O primeiro caso de transexual no Pará que recebeu a aplicação da Lei Maria da Penha ocorreu em fevereiro de 2017. A vítima é a transexual cujo nome social é Guilhermina Pereira Monteiro. Ela vinha sofrendo agressões do companheiro José Ricardo Silva Araújo, um ex-morador de rua acolhido pela vítima que veio a se relacionar com a mesma. Com o fim do relacionamento, o ex-companheiro passou a agredir Guilhermina por não aceitar o término da relação que durou oito meses.

Inicialmente a vítima, assistida pela Defensoria Pública, não conseguiu que o acusado fosse julgado pelo crime porque, a 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar de Belém do TJE, se declarou incompetente para apreciar e julgar a ação sob o argumento de que se trata de vítima do sexo masculino.

O tema acabou gerando um debate dentro entre os desembargadores do TJ que, no início do mês de novembro, durante Seção de Direito Público, decidiram que a Lei Maria da Penha poderia sim ser aplicada nos casos de relações homoafetivas.

A Lei Maria da Penha (Lei n 11.340/2006) foi criada para proteger, assegurar e garantir os direitos das mulheres vítimas de qualquer tipo de violência. Em seu artigo 2º destaca que toda mulher, independente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade, religião, goza de direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. Destaca ainda, no parágrafo único do artigo 5º, que as relações pessoais independem de orientação sexual.

Na Seção de Direito Público ocorrida no TJ no dia 6, o desembargador Ronaldo Vale destacou que “no caso em análise, foi na condição de mulher da relação que a vítima Guilhermina sofreu a tentativa de agressão por parte de seu ex-companheiro”.

A decisão do Tribunal de Justiça de aplicar a Lei Maria da Penha nesse caso vem ao encontro do que já é defendido pela Promotoria de justiça de violência doméstica e contra a mulher do MPPA de atuar na defesa de casos de agressão em transexuais e travestis que se encontram em uma relação amorosa. “Mesmo antes da decisão do tribunal, já pedíamos leis no sentido de atender a esse público e defender os direitos dessas pessoas”, ressalta o promotor de justiça Franklin Prado.

Fonte: Ascom MPPA

Pará investe em tecnologia para manter posto de maior produtor de cacau

(Foto: Divulgação)

O estado com a maior diversidade e variedade de cacau no mundo voltou a ser o maior produtor de amêndoas do país em 2016 e com perspectiva de expandir ainda mais. O crescimento do Pará no setor iniciou há 10 anos, com a criação do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Estado do Pará (Funcacau), que tem possibilitado o desenvolvimento de ações fundamentais para a expansão, modernização e consolidação da cacauicultura no estado. Investimentos na produção e distribuição de sementes híbridas de cacau estão entre as ações que visam à expansão da área cultivada, assim como a capacitação de técnicos e produtores em tecnologias sustentáveis de produção.

O Estado também dá apoio na organização dos produtores, principalmente por meio do cooperativismo, contemplando a produção, comercialização e agregação de valor ao produto, mediante incentivo a pequenas e médias unidades industriais.

Além de buscar quantidade, o Pará vem procurando também qualidade, tanto que diversos investimentos vêm tendo como ênfase a melhoria das amêndoas e a verticalização da produção, especialmente de chocolates Premium, possibilitando aumento da renda do produtor em até três vezes.

A busca pelo topo da produção brasileira tomou corpo em 2014, quando foram produzidas no estado 88 mil toneladas de sementes de cacau. Um ano depois a produção passou para 105 mil. Em 2016, o estado atingiu 118 mil toneladas, conquistando o posto de primeiro produtor do Brasil. Para este ano, a previsão é de aumento de 6% na produção, ou seja, 125 mil toneladas até dezembro deste ano, mantendo o primeiro lugar.

De acordo com Afif Jawabri, secretário adjunto de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o cenário é “fantástico” e o Governo do Pará tem feito um esforço muito grande para atingir esses números.  “O Funcacau ajudou a desenvolver a cultura cacaueira no estado trazendo incentivos fiscais e capacitação para os produtores, que vendo o resultado positivo aparecer, começaram a se empenhar nos treinamentos e cursos oferecidos, com isso os avanços chegaram não só para o Estado, mas também para todos os produtores que vivem da cultura do cacau”, explicou Afif.

Ainda de acordo com o secretário adjunto, hoje o Pará tem 875 mil hectares plantados e ainda faltam 32 mil entrarem em produção. “Agora chegamos a outro momento, trabalhar também na qualidade das sementes e, consequentemente, na qualidade das amêndoas produzidas. O quilo da amêndoa comum hoje é comercializado a R$ 6,50, mas esse preço pode aumentar muito de acordo com sua qualidade. Temos produtores no Pará comercializando o quilo a R$ 18 e alguns até a R$ 30, por isso vamos ampliar também os trabalhos que buscam a qualidade, para atender os mercados mais exigentes do mundo”, complementou Afif.

Os investimentos na cultura não foram feitos somente por que o Pará tem as melhores condições para o plantio do cacau, mas por ele ser viável tanto do ponto de vista social quanto ambiental. “É um fruto nativo da região amazônica e que por essa característica cresce em pequenas propriedades, por isso é trabalhado prioritariamente por mão de obra familiar, sendo uma excelente opção de emprego e renda para a população do Pará”, destacou o secretário adjunto da Sedap.

Investimentos

Só para 2017, um total de R$ 2,8 milhões do Funcacau foram liberados para execução de projetos voltados ao incremento da cultura no Pará. Os seis projetos que serão executados a partir deste ano vão permitir a capacitação de técnicos e produtores, especialmente nas áreas de defesa sanitária e gestão de negócios, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Uma das ações prioritárias é a produção de propágulos, materiais de ampliação da cultura, como sementes e clones resistentes às doenças, cujo projeto executado há 10 anos pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) está em fase de teste em Marituba, Tomé-Açu e Medicilândia.

O investimento na infraestrutura laboratorial é também prioridade com a ampliação da biofábrica da Ceplac, em Medicilândia, para produção de clones e instalação em outras regiões produtoras, para aumentar a produção de cacau com qualidade. O Governo do Estado também aprovou a instalação do Laboratório de Análise Sensorial para exame das amêndoas, que será implantado no Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá, que será o segundo desse tipo no país.

Trabalhando no pós-colheita está a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), que este ano conseguiu aprovar, por meio do Funcacau, um projeto de prestação de assistência técnica aos produtores. Ao todo serão atendidos 2,6 mil pessoas em 26 municípios do Pará ao longo de quatro anos. Investimento que chega próximo aos R$ 5 milhões.

Paulo Lobato, engenheiro agrônomo da Emater, explica que, durante o primeiro ano do projeto, que deve iniciar em janeiro de 2018, serão atendidos produtores de nove municípios. A cada ano, novos municípios serão incluídos no projeto, até que todo o estado tenha acesso a acompanhamento técnico e capacitação.

“O produtor capacitado no primeiro ano continua seu treinamento durante todo o tempo do projeto. Eles aprenderão sobre manejo pós-colheita, controle sanitário, adubação e reposição, cuidados fundamentais para garantir boa produtividade no ano seguinte, além do beneficiamento da produção, com a secagem e fermentação, que garantem boa qualidade da amêndoa e do chocolate posteriormente produzido”, finalizou.

Tecnologia

Trabalhando desde o campo ao produto final, o Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia (CVACBA) do Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá vem analisando as amêndoas produzidas nas mais diversas regiões do Pará e trabalhando em sua melhoria.

“Nossas pesquisas iniciam no campo e seguem até o produto final, que é o chocolate. Analisamos todos os processos de produção, desde a colheita no campo, fermentação, secagem e torração das amêndoas. Por fim, enviamos amostras para um laboratório na Bélgica, onde são analisados o processamento e as características organolépticas (sabor e cheiro) das amêndoas para a posterior melhoria do chocolate”, detalhou Christelle Anne Herman, doutora em química e professora da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Os trabalhos do Centro de Pesquisa são realizados em Tomé-Açu, Placas e Medicilândia, os três maiores polos produtores de cacau do estado. Lá, todos os anos, são realizadas coletas em várias fazendas e analisadas as amêndoas produzidas. “A maior dificuldade que temos é a não homogeneização dos processos, por isso a qualidade das amêndoas produzidas é muito diferente e isso impossibilita a exportação para a Europa. Então estamos trabalhando na tentativa de melhoria desses processos no campo para obter amêndoas padronizadas e com boa qualidade”, disse a professora Christelle.

Além das amêndoas, o trabalho no Centro de Pesquisa vem analisando também cor, PH (grau de acidez, neutralidade ou alcalinidade), identificação de compostos fenólicos (que tem efeitos preventivos e curativos) e aromáticos, específicos para a saúde, o que é responsável diretamente pelo preço e qualidade do produto. “Obter selo de identificação geográfica, certificando o cacau paraense, é um dos nossos maiores objetivos, para conquistar não só o primeiro lugar na quantidade, mas também na qualidade. Essa integração entre agricultores e pesquisadores tem dado certo e vamos continuar investindo para que melhorem cada vez mais os processos”, avaliou a professora.

Além dos estudos da produção, os resíduos que a fruta produz, como a casca, a película ao redor das sementes e o líquido descartado pelo cacau, também estão sendo objeto de análise. “Na casca, por exemplo, encontramos substratos para aquecimento de leveduras e fungos, ou seja, um efeito antifúngico e antimicrobiano, combatendo doenças. Já a película, que fica ao redor das sementes, leva a criação de um chá que se imagina ter função medicinal, mas que segue em pesquisa; por fim, o mel do cacau, líquido que era descartado, acredita-se que possa servir como inseticida natural, inclusive no combate da vassoura de bruxa, principal praga que atinge o cacau. Como se vê, é uma cultura em ciclo, onde tudo é aproveitado”, especificou Christelle.

Para ela, o próximo passo, com a análise sensorial sendo feita no Pará, será a redução de custo nas pesquisas, tornando o processo mais rápido e eficaz, determinando a aceitabilidade e a qualidade das amêndoas paraenses.

Fonte: Agência Pará

Metade dos jovens de Belém tem HPV, diz pesquisa

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Um a cada dois belenenses entre 16 e 25 anos de idade (50,4%) estão infectados com o Papiloma Vírus Humano (HPV). A infecção por HPV é associada a vários tipos de câncer, principalmente ao de colo de útero, mas também de pênis, de vulva, de canal anal e de orofaringe, e é de tratamento complicado. As relações sexuais são a principal forma de transmissão do vírus, mas ele também pode ser disseminado pelo sangue, por roupas ou objetos contaminados (como toalhas, roupas íntimas ou sabonetes), pelo beijo e durante o parto.

Apesar da alta incidência, Belém desponta como a sétima capital com a menor taxa de prevalência de HPV, atrás, inclusive, da média nacional: 54,6%. O percentual verificado na capital paraense só é superior ao do Recife (41,2%), Florianópolis (44,0%), Maceió (45,1%), João Pessoa (45,6%), Curitiba (48,0%) e Manaus (50,3%). Por outro lado, Salvador tem a maior taxa de prevalência de HPV entre as capitais do Brasil com 71,9% da população infectada. Em seguida, aparecem Palmas (61,8%), Cuiabá (61,5%) e Macapá (61,3%). Já os municípios de Brasília, Campo Grande e Belo Horizonte não informaram dados suficientes para que a pesquisa fosse fechada.

A estimativa é de um estudo epidemiológico feito pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre. Os pesquisadores entrevistaram 7.586 pessoas, das quais 2.669 foram submetidas ao teste de HPV. A partir dos exames, a prevalência estimada do vírus foi de infecção de mais da metade de população brasileira. Deste grupo, 38,4% apresentam tipos de HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer. De acordo com o ministério, é a primeira vez que um estudo estima a prevalência do vírus na população brasileira. O dado é importante, afirma a pasta, para medir o impacto da imunização daqui a alguns anos. Esse estudo é preliminar. Os dados completos só serão divulgados em 2018. A vacina contra a doença está disponível para meninas de 9 a 14 anos. Neste ano, o imunizante também ficou disponível para meninos de 11 a 14 anos. Embora o imunizante seja gratuito e esteja disponível em todos os postos de saúde do País, o governo federal tem tido dificuldades de alcançar a cobertura vacinal ideal. Nos últimos anos, a taxa de adesão tem ficado em 50%.

A diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, explica a importância desse tipo de estudo para conhecer a prevalência da doença. “Até então, não havia estudos de prevalência nacional do HPV que possam medir o impacto da vacina no futuro. O sucesso da vacinação deve ser monitorado, não somente em termos de cobertura, mas principalmente em termos de efetividade na redução da infeção pelo HPV”, afirmou Adele.

As relações sexuais são a principal forma de transmissão do vírus e a vacina contra o HPV é a principal forma de prevenção do câncer do colo de útero. Nos homens protege contra os cânceres de pênis, orofaringe e ânus. Além disso, previne mais de 98% das verrugas genitais e doenças de difícil tratamento. O estudo aponta ainda que 16,1% dos jovens tem uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) prévia ou apresentaram resultado positivo no teste rápido para HIV ou sífilis. Os dados finais deste levantamento serão divulgados no relatório que será apresentado ao Ministério da Saúde em abril de 2018.

Fonte: O Liberal

Dezembro será mês de prevenção contra a Aids

Teste rápido detecta doenças sexualmente transmissíveis como a Aids. (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)
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A Prefeitura de Belém inicia nesta quinta-feira (30) a campanha “Dezembro Vermelho – Aliança pela Vida”, em alusão à luta contra a Aids. A abertura será no Cine Olympia, às 17h, com palestras, vídeos e apresentação cultural.

Os palestrantes da abertura da campanha são Geovanne Lima, um jovem que vive com HIV; Helena Brígido, médica infectologista; Liah Corrêa, psicóloga e ativista do movimento social de luta contra a Aids; e Cristina Carvalho, defensora jurídica das pessoas vivendo com HIV.

Em 2016 foram notificados 874 novos casos de Aids em adultos residentes em Belém. Já em 2017, até o mês de outubro foram notificados 1.389 novos casos de Aids em maiores de 18 anos.

Campanha

De dezembro de 2017 a março de 2018, em parceria com diversas entidades públicas e privadas, a Secretaria de Saúde (Sesma) intensificará as programações em shoppings, escolas e unidades de saúde para o enfrentamento do HIV/Aids e outras infecções sexualmente Transmissíveis (ISTs), com ações de prevenção, diagnóstico, testagem para HIV, Sífilis e Hepatites B e C, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV/Aids.

Fonte: G1