Assaltantes invadem loja de informática na Doca, centro de Belém

Assaltantes invadem loja de informática na Doca, centro de Belém
(Foto: Divulgação)

Nesta quarta-feira (31), um grupo de assaltantes armados invadiu a loja Sol Informática, localizada na avenida Visconde de Souza Franco, centro de Belém.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos renderam um funcionário e entraram na loja, logo pela manhã. Em seguida, o grupo saqueou produtos que estavam estocados. Smartphones, televisores e outros eletrônicos foram roubados.

Uma equipe da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) esteve no local para iniciar as investigações. Segundo a Polícia Civil, foram solicitadas as imagens das câmeras de monitoramento, mas até o momento, a DRFR não teve acesso às mesmas.

Fonte: G1

Diretor da CIA alerta para influência russa em eleições de 2018

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(Foto: Divulgação)

Chefe da inteligência dos EUA diz que Moscou deve tentar interferir em pleito legislativo nos EUA. Com espiões infiltrados em diversos setores da sociedade americana, China também representa uma ameaça, alerta.O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou estar certo de que a Rússia tentará interferir nas eleições legislativas americanas em 2018, como parte da política do Kremlin de influenciar políticas domésticas no Ocidente.

Em entrevista à emissora BBC divulgada nesta segunda-feira (29/01), Pompeo disse que a Rússia possui um longo histórico de “campanhas de informação” e diz não acreditar que essa ameaça vá deixar de existir.

Os indícios de que o Kremlin teria interferido nas eleições presidenciais de 2016 e um possível vínculo de Moscou com a campanha que levou Donald Trump à Casa Branca resultaram na abertura de uma investigação liderada pelo procurador especial Robert Mueller. Várias pessoas ligadas a Trump já foram interrogadas. O governo russo nega as acusações.

Ao ser questionado se a Rússia deverá tentar interferir nas eleições legislativas de novembro deste ano, Pompeo respondeu: “Claro que sim. Tenho todas as expectativas de que eles continuarão tentando.”

O diretor da CIA disse não ter visto uma diminuição significativa nesse tipo de atividade por parte de Moscou. “Mas estou confiante de que os Estados Unidos serão capazes de ter uma eleição livre e justa. Faremos de tudo para minimizar isso de um modo que seja suficientemente robusto para que o impacto que eles tenham em nossas eleições não seja grande.”

O chefe da inteligência americana alertou ainda para outra ameaça que considera tão preocupante quanto à questão da Rússia: a China. “Falamos muito sobre a influência russa nos dias atuais, mas os chineses também estão bastante ativos”.

“Podemos observar esforços bastante direcionados para roubar informações americanas, infiltrar espiões nos EUA, pessoas que trabalharão em nome do governo chinês contra a América”, afirmou. “Vemos isso em nossas escolas, hospitais, nos sistemas médicos, nas corporações americanas. Temos que fazer mais para frustrar os esforços chineses de influenciar secretamente o mundo.”

“Faremos o máximo para roubar segredos”

Pompeo defendeu Trump das acusações de que o presidente americano estaria despreparado para o cargo que ocupa, afirmado que tais acusações são “absurdas”. Ao ser questionado se as declarações do líder da Casa Branca no Twitter geram preocupações de segurança, ele disse que “ainda nãos nos causou nenhum problema”.

“Somos o melhor serviço de espionagem do mundo, tenho muito orgulho disso”, exaltou o diretor da CIA. “Vamos fazer o máximo para roubar segredos, em nome do povo americano”, enfatizou, dizendo que o foco da agência está voltado para a contrainteligência.

A entrevista de Pompeo foi divulgada em meio à renúncia de Andrew McCabe, vice-diretor do FBI. Ele vinha sendo alvo de duras críticas por parte de Trump e outros políticos republicanos, que o apontavam como um opositor da Casa Branca dentro do órgão.

McCabe era visto como o braço direito do ex-diretor James Comey, demitido por Trump em maio do ano passado em meio à escalada de tensão entre o FBI e a Casa Branca. O presidente criticou diversas vezes o papel de McCabe nas investigações do FBI envolvendo a democrata Hillary Clinton, sua rival nas eleições, e o uso de um servidor privado de e-mails enquanto ela exercia o cargo de secretária de Estado. Hillary foi absolvida, e o vice-diretor do FBI foi acusado de ser parcial.

Fonte: Terra

Geração Z: como as marcas devem se relacionar nas redes sociais

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(Foto: Divulgação)

Os exemplares da geração Z, também conhecidos como “nativos digitais”, já nasceram de celular na mão e cresceram num mundo conectado.

Chegando às faculdades agora, eles serão o centro das atenções do futuro do e-commerce. Até 2026, os mais novos dessa geração já terão atingido a idade para ter renda própria e seu poder aquisitivo alcançará novos patamares.

E, é claro, marcas e e-commerces precisam iniciar um relacionamento com essa geração para aumentar suas chances de sucesso nos anos vindouros.

Características e poder de compra dos nativos digitais

A Geração Z, definida por quem nasceu de 1998 até 2010, é diferente das gerações passadas. Justamente por isso, entender suas características e preferências é essencial para capturar sua atenção – e, claro, seu dinheiro.

Eles cresceram acostumados a usar a Internet e é a primeira geração inteiramente digital. Isso é tão enraizado em sua cultura que eles só percebem que a internet existe quando o wi-fi não está disponível.

Antenados à tecnologia, são usuários assíduos das redes sociais, consomem diariamente vídeos on-demand, e tudo começa pelo celular. Obviamente, suas expectativas são mais altas que as das gerações passadas.

Potencial de compra ampliado

De acordo com relatório da BI Intelligence – que explorou os hábitos de compras da Geração Z – os chamados nativos digitais estão apenas começando a impactar o comércio, mas já são extremamente valiosos.

Segundo estudos da IBM – que considerou mais de 15 mil pessoas em 16 países – a Geração Z já possui $44 bilhões de dólares em poder de compra, número que irá decolar conforme ficarem mais velhos e conquistarem autonomia. Além disso, eles influenciam 93% do planejamento financeiro da família.

Apesar dessa geração ainda comprar em lojas físicas, isso se deve muito mais ao fato de ainda não terem cartão de crédito do que a uma preferência em si.

Até que o e-commerce se torne o principal canal de compras dessa geração – quando atingirem a maioridade – o comércio enfrentará o desafio de construir uma presença digital sólida usando, especialmente, os canais preferidos desse público: as redes sociais.

Comportamento de Consumo

Essa é a primeira geração a viver uma vida onde a Internet é onipresente através do mobile, e isso moldou seus hábitos de compras. Para os nativos dessa era, a distância de uma loja para a outra é zero e eles compram no mundo inteiro.

Seus hábitos de compra em e-commerces também começaram mais cedo que a geração passada. Justamente por isso, eles têm a habilidade de serem altamente sofisticados em suas decisões de compras.

Os nativos digirais querem se relacionar com marcas e empresas de forma integrada, não importando o canal. Isso significa ser atendido e poder comprar de uma mesma marca através do Instagram, Facebook ou e-commerce, com uma experiência fluída independente do canal.

Redes Sociais: o quintal da Geração Z

Quando o assunto é redes sociais, os nativos digitais dão um show. Eles cresceram vendo e usando esses canais: em casa, na rua, na escola e nos espaços públicos. E, claro, já são acostumados a procurar tudo pelas redes.

Muitos perguntam onde encontrar certos produtos e serviços nas redes sociais antes mesmo de procurar no Google. Usam a inteligência coletiva para suas escolhas e se baseiam em influência social.

Geração Z representará 40% dos consumidores do mundo até 2020

Esqueça os Millenials! A Geração Z chegou e está pronta para deixar suas pegadas no mercado. Ela está começando a sua vida financeira e é mais focada em ter dinheiro que as gerações passadas. 

De acordo com a base de usuários do Facebook, considerando pessoas de 13 a 22 anos de idade no Brasil, já são 33 milhões de brasileiros ativos na rede social.

Os mais novos se encontram em peso no Instagram e Snapchat. Segundo dados do IBGE, eles representam cerca de 23% da população brasileira, e, de acordo com a Fast Company, até 2020 eles representarão 40% de todos os consumidores no mundo.

DETALHE: estamos apenas a 24 meses de 2020!

Dicas para se relacionar com a Geração Z e impulsionar vendas

Seja mobile-first

O mesmo estudo da Fast Company mostra também que para a Geração Z, da socialização ao entretenimento, do aprendizado até a compra, tudo se passa pelo mobile.

Una isso às suas altas expectativas de compra online e temos um cenário letal para sites lentos, não responsivos, apps pesados e/ou difíceis de navegar.

Para aproveitar a entrada da Geração Z e seu poder crescente de compra, sua marca deverá pensar, sempre, em alternativas para mobile e, só depois, para desktop.

Invista em SEO e Assistentes virtuais

E, quando a questão é a busca no Google, tenha em mente que o novo hábito dessa geração são os assistentes virtuais.

De acordo com a GlobalWebIndex, 1 a cada 3 pessoas da Geração Z está usando uma busca por voz em seu smartphone.

Para o e-commerce, isso impõe o desafio de implementar estratégias cada vez mais assertivas de otimização para mecanismos de busca.

Investir em SEO, criar snippets para o Google e aparecer na posição “0” deve estar entre os objetivos de quem quer ganhar destaque. Outra dica valiosa para se comunicar com os nativos digitais é implementar a busca por voz no seu próprio site e e-commerce.

Aposte nos creators: a ponte entre as marcas e a geração Z

Menos impactados pela mídia tradicional e suas técnicas old school – como usar uma celebridade global para endossar um produto – a Geração Z tem novos ídolos.

Eles são, em sua maioria, YouTubers ou Instagrammers que falam sua língua e entregam conteúdo de valor. Eles são o canal e o artista ao mesmo tempo.

E é por isso que sua empresa precisará marcar presença através desses criadores de conteúdo, comumente conhecidos no meio como “creators” – uma evolução de ser simplesmente um influenciador digital.

Seja on-life e entregue valor

Para sua marca ou e-commerce ter um engajamento relevante com a Geração Z, ela precisará ser on-life, ou seja, fazer parte da vida conectada deles.

Se a informação ou conteúdo que você oferece em seus canais for irrelevante (ou apenas propagandista), os nativos dessa geração irão simplesmente te bloquear. Mas, o contrário é igualmente verdadeiro.

Com a Geração Z, seu objetivo não poderá mais ser, simplesmente, vender, mas sim, se relacionar.

E falar com essa geração é fazer muito mais publicidade do que propaganda. É mais contar o que a marca tem para ensinar do que contar o que ela tem para vender. É sobre propósito e significado. É mais engajamento em torno da mensagem do que somente em torno de um produto ou serviço.

Tenha uma ferramenta de gerenciamento de redes sociais

Milissegundos. Esse é o tempo que você tem para fazer o dedo de um nativo digital parar de descer no feed e ganhar sua a atenção nas redes sociais. Estima-se que a atenção dessa geração é de apenas 8 segundos após a fixação dos olhos. Um desafio e tanto, certo?

Para vencer essa batalha, usar ferramentas analíticas como a mLabs é fundamental. Além de te ajudar a entender o que é relevante e engaja o seu público nas redes sociais, você poderá agendar posts, analisar os resultados, interagir em tempo real e otimizar sua estratégia.

Esse tipo de ferramenta te ajudará também a criar uma experiência integrada de compra em seus canais sociais e a responder rapidamente às suas necessidades via inbox e comentários.

Automatize o atendimento com Chatbots

Apesar de nova, a geração Z é um poderoso grupo de influência para compras. Justamente por isso, é importante se preparar agora para o futuro.

Tenha em mente que você terá que lidar com uma geração impaciente – em função da estimulação tecnológica que tiveram. É uma geração imediatista que não irá esperar horas para ter uma resposta nas redes sociais.

Eles preferem falar com um chatbot para resolver mais rápido suas questões do que esperar para falar com um humano.

De acordo com a PricewaterhouseCoopers, 66% dos consumidores voltariam para uma loja online se ela tivesse atendimento via chat.

Dados como esse provam que, cada vez mais, as marcas precisarão investir para oferecer uma experiência de compra integrada, eficiente e rápida nos diversos canais onde ela está.

Utilize data science e aposte na personalização

Todos nós sabemos o quão valioso é para um cliente sentir que a marca realmente o entende, certo?

E, com a abundância de dados e tecnologias disponíveis hoje, as possibilidades de personalização tendem a crescer e se aprofundar cada vez mais. Tendência que fortalecerá também o costume dos nativos digitais de receberem tudo conforme sua personalidade / estilo de vida.

E, aí, eu te pergunto: como a sua marca / e-commerce está se saindo nesse quesito?

A maioria das lojas está constantemente minerando os perfis das pessoas que compram em seus e-commerces, mas nem todas usam essas informações para obter vantagens. Com o volume de dados gerados, é possível personalizar muito mais.

Não se limite a construir buyer personas e segmentar clientes! Vá para o nível do indivíduo e gere mais vendas.

Pense em ter pessoas especializadas em Ciência de Dados em seu negócio. Recomendações personalizadas para o indivíduo tem potencial de conversão muito maior do que uma estratégia de personas.

A personalização nesse nível aumenta desde a taxa de abertura dos e-mails até as vendas. Fazer retargeting nas redes sociais também contribui para o aumento das conversões.

Cuide do seu conteúdo nas redes sociais

Para se relacionar com essa geração através das redes sociais é fundamental ter conteúdos relevantes e que geram engajamento.

Ao contrário das gerações passadas – que preferem olhar passivamente os posts nas redes sociais ao invés de interagir – para essa geração, quanto maior o engajamento, maior a conversão.

Portanto, certifique-se de ter uma boa estratégia de conteúdo no ar, mantenha o engajamento e o diálogo constantes e melhores a experiência desse público com a sua marca.

Fonte:  Administradores

A expressão da diversidade sem amarras

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(Foto: Divulgação)

É importante destacar iniciativa do Ministério Público Federal que inspira futuras ações dos MPs em todo o país e serve de marco para a instituição contribuir para ampliação da aceitação de todos como iguais. O MPF, através da Procuradoria Regional do Rio Grande do Sul, firmou compromisso com o Santander Cultural para realizar duas novas exposições, em proporções similares à Exposição Queer, sobre a temática da diferença e diversidade na ótica dos Direitos Humanos. Segundo o termo de compromisso, as novas exposições abordarão a temática da intolerância nos seguintes eixos: gênero e orientação sexual, étnicas e de raça, liberdade de expressão, e, em especial, formas de empoderamento das mulheres na sociedade contemporânea, bem como diversidade feminina. Aplausos à iniciativa.

O Ministério Público tem o compromisso constitucional da defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Nossa República tem como um de seus fundamentos a dignidade da pessoa humana e, dentre seus objetivos a construção do bem de todos, sem preconceitos de cor, raça, origem, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza! Esta é uma garantia essencial e estrutural.

Assumir o papel de defensor da sociedade faz do Ministério Público uma instituição que repele e reprime qualquer iniciativa que tenta calar a nossa própria história e cultura. Somos um povo diversificado; não apenas se marginalizou a exposição, mas os grupos que ela representava. E isso é violência.

Ao longo de 2017, o Brasil teve 420 mortes documentadas segundo os dados levantados pelo site homofobiamata.wordpress.com. Relatórios e pesquisas apontam que o Brasil ocupa o primeiro lugar em assassinatos LGBT das Américas, que a probabilidade de um homossexual cometer suicídio é cinco vezes maior do que um jovem heterossexual, além de a expectativa de vida de transexuais ser de 35 anos, metade do que a média nacional.
São esses, dentre outros dados, que lamentavelmente escancaram junto com a violência praticada contra as mulheres e também contra as pessoas negras um Brasil que fomenta o preconceito, a discriminação e o ódio.

Segundo o dicionário Aurélio, preconceito é a ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial; a opinião desfavorável que não é baseada em dados objetivos, o estado de abusão, de cegueira moral.

A partir dos conceitos infundados, discrimina-se. E a discriminação escolhe, no universo do gênero e da orientação sexual, quem manda e quem obedece, o que é certo e o que é errado, qual o comportamento que se reputa por normal e qual se reputa por anormal, quem deve viver ou morrer.
A discriminação caminha com a desigualdade, em nome do exercício do poder, do privilégio, do prestígio, da influência, da superioridade, do ódio.
Entre os assassinatos, os suicídios e a pouca expectativa de vida da população LGBT no Brasil, há um universo cujos olhos devem se voltar àqueles que por tais são responsáveis: as pessoas que matam, que agridem, que fomentam o preconceito.

Se há um Brasil que ocupa tão vergonhosos índices, em breves palavras é possível dizer que resultam das ações de pessoas que nele se encontram e estabelecem as formas de se relacionar com os outros, com o que se define pela concepção do sujeito e o modo como ele deve ser educado e se desenvolver. E elas tem pele, cara, idade, instrução, classe social e religião. Como diz o jargão, “sua religião não é nossa lei”!

O Estado é laico, mas é preciso dizer que ainda que não se separasse “estado” de “religião”, é inconcebível o uso da crença para ignorar e violar a proteção de direitos humanos. Segundo o Ministro Barroso, na ADPF 461, diversidade de identidade de gênero e de orientação sexual são um fato da vida, um dado presente na sociedade. É nossa cultura e nosso povo. Se todos são dignos de igual respeito e consideração, que assim as novas exposições do Santander possam descortinar o mais alto grito da liberdade de expressão, marcando nossas dores e amores, pois “a diferença é o que nos traduz” (Kell Smith em “Coloridos”).

Fonte: Estadão

Temer diz que, sem reforma, Previdência vai quebrar

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(Foto: Reprodução SBT)

O presidente Michel Temer voltou a afirmar nessa segunda-feira (30), no programa do Ratinho, que sem a reforma, a Previdência vai quebrar. Ele respondeu a perguntas do apresentador e a outras gravadas na rua, por cidadãos comuns. Temer havia conversado também sobre a reforma da Previdência no programa Silvio Santos, exibido no domingo (28).

“A previdência quebra. Você veja o caso da Grécia e de Portugal. Há pouquíssimo tempo, foi preciso fazer [nesses países] uma reforma da Previdência e cortar pensões de aposentados e vencimentos de servidores públicos porque tardaram muito a fazer a reforma”, disse Temer. “Nós estamos pensando em impedir uma reforma muito mais radical. Porque se não fizermos agora, daqui a dois, três anos no máximo, teremos uma reforma radical que vai prejudicar os aposentados”, completou.

O presidente gravou sua participação no Programa do Ratinho no dia 18 de janeiro. A conversa foi exibida na noite de ontem (29) pelo SBT. Questionado pelo apresentador sobre as empresas com dívidas com a Previdência, Temer disse que a Advocacia-Geral da União (AGU) está acionando judicialmente todas as empresas.

“A AGU moveu ação contra todos os devedores. As ações estão correndo. Algumas são pagas, outras demoram. Em outras, a empresa pediu recuperação judicial ou foi à falência”, disse ele, lembrando que a dívida da Previdência é de R$ 189 bilhões. “Para sairmos desse buraco, temos que fazer [a reforma]”.

A entrevista teve linguagem informal, típica do programa. O apresentador buscava uma resposta simples e direta. “Vai mudar alguma coisa para quem se aposenta por doença?”, perguntou Ratinho. “Não há nenhuma modificação em relação a esse tema. A aposentadoria por invalidez vai continuar da mesma maneira”, respondeu o presidente.

A uma pergunta de uma pessoa na rua, Temer disse que os aposentados e aqueles que já têm direito à aposentadoria não serão afetados pela reforma. Também respondeu que a reforma vai trazer igualdade de aposentadoria entre servidores públicos e inciativa privada, e também entre políticos e os demais trabalhadores.

Em seguida, fez um apelo à audiência do programa. “O que eu gostaria de pedir aos telespectadores é que mandem carta para deputado, senador, mostrando que é fundamental para a aposentadoria. O deputado vai fazer ecoar no Congresso a voz do povo. Se o povo estiver de acordo, ele se sente confortável para votar [a favor da reforma]”.

Votos

Dos 308 votos necessários para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara, o governo tem 275, nas contas do relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Após reunião com o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, na semana passada, Maia afirmou que o governo tem pelo menos 275 votos favoráveis. Segundo Marun, a votação vai ocorrer no dia 19 de fevereiro e o governo está confiante em conseguir os votos necessários.

Fonte: ORM

Dia da Visibilidade Trans marca luta pelo acesso a direitos de cidadania

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(Foto: Divulgação)

“Ser trans no Brasil é transgredir”. A frase, dita por Marina Reidel, coordenadora-geral de Promoção dos Direitos LGBT do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), resume a vida de quem tem que lutar por trabalho, políticas de saúde, contra a violência e, inclusive, pelo reconhecimento da própria existência. Para evidenciar as particularidades dessa população, o dia 29 de janeiro foi consagrado como Dia da Visibilidade Trans – população que engloba travestis, bem como homens e mulheres trans. A data marca uma das primeiras iniciativas públicas contra a transfobia, a campanha Travesti e Respeito: já está na hora dos dois serem vistos juntos, lançada em 2004 pelo Ministério da Saúde.

De lá para cá, conquistas foram obtidas por essa população. Uma das mais importantes foi o decreto presidencial, publicado em abril de 2016, que autorizou o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal. Como resultado disso, segundo Marina Reidel, órgãos públicos têm discutido o tema e publicado regras sobre uso do nome social, sendo a mais recente a resolução do Ministério da Educação que autoriza o uso do nome social de travestis e transexuais nos registros escolares da educação básica, decisão que reforça uma anterior, do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoções dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais.

O caminho para a superação do preconceito, contudo, é longo, e muitas portas fechadas são encontradas pelas pessoas que assumem uma identidade de gênero diferente do sexo biológico. Para Marina Reidel, a sociedade brasileira é “transfóbica” e condiciona as pessoas a viverem a hetenormatividade [a heterossexualidade como padrão impositivo]. Por isso, “ser travesti no Brasil é prova de resistência e embate na luta por políticas públicas de igualdade de direitos. Somos cidadãs e cidadãos; temos o direito de viver nossas vidas como nos compreendemos”, defende.

Uma grave evidência dessa situação foi explicitada pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), no Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais no Brasil em 2017. O estudo comprova que, apenas em 2017, ocorreram 179 assassinatos de travestis ou transexuais, o maior índice de homicídios relacionados à transfobia em 10 anos . Isso significa que, a cada 48 horas, uma pessoa trans é morta no país. Organizações que atuam em defesa dos direitos dessa população apontam que políticas são necessárias para romper com esse cenário de violência. Hoje, isso faz com que a expectativa de vida dela seja de, aproximadamente, 35 anos, conforme a pesquisa que resultou no livro Travestis Envelhecem, do doutor em psicologia social Pedro Sammarco.

Marginalização

Cientista político, Marcelo Caetano afirma que a realidade das pessoas trans no Brasil atual é a da marginalização. “Números apontam que mais de 90% das mulheres trans trabalham com prostituição: quando todo um segmento populacional é relegado a uma única profissão, especialmente uma tão marginalizada, não se pode falar em vontade e autonomia, mas sim na total falta de opção e completa exclusão das possibilidades da vida social”, alerta.

Hoje com 30 anos, Caetano assumiu sua real identidade de gênero aos 18, e enfatiza que não há sequer dados sobre a existência de homens trans como ele, “o que por si só já diz muito sobre o estado das coisas”. Diante do quadro, diz ser “urgente compreender que as diferenças nos fazem melhores como sociedade, como indivíduos, por isso não devem nunca ser fator de exclusão. É preciso entender que vidas trans importam, e nos garantir emprego, educação, saúde e outros direitos fundamentais é apenas nos tratar como o mínimo: seres humanos”.

As duas dimensões – do desafio e das possibilidades – também são evidenciadas pela presidenta da Antra, Keila Simpson. Embora ser trans seja, para ela, “enjaular um leão a todo dia”, é também ser perseverante e sonhadora. “É sonhar que a luta de hoje é lutada para que quem venha depois de nós possa experimentar alguns avanços que a gente conseguiu plantar. Por mais adversidades que a gente tenha, e a gente tem todos os dias, existe ainda esperança de continuar na luta, de reagir, de saber que um dia a gente vai viver num país mais igual para todas nós”.

Fonte: Ag Brasil

4 projetos de lei que podem mudar a vida de LGBTs brasileiros em 2018

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A morte de Dandara. As críticas e o boicote à mostra Queermuseum, em Porto Alegre. O dado que mostra que homofobia faz uma vítima a cada 19 horas. A decisão do juiz do Distrito Federal que autorizou psicólogos a aplicar tratamentos de “reorientação sexual”. 2017 não foi um ano fácil para LGBTs no Brasil.

Atualmente, existem cerca de 20 propostas ligadas a questões de gênero e que dizem respeito à população LGBT em tramitação na Câmara e no Senado. Entre elas, o direito à troca de nome e sexo, a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e injúria por gênero.

Abaixo estão 4 destas propostas que tratam de questões essenciais (e que podem mudar a vida de LGBTs):

1

Autora do PLS (Projeto de Lei do Senado) 658/2011, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), quer a garantia dos direitos de transexuais à identidade de gênero e à troca de nome e de sexo, com a expressão deles em todos os documentos, incluindo registro civil, carteira de identidade, título de eleitor e passaporte.

O projeto adota o princípio de que toda pessoa tem direito “ao livre desenvolvimento de sua personalidade, de acordo com sua própria identidade de gênero, não importando seu sexo biológico, anatômico, morfológico, hormonal ou outro qualquer”. O PL ainda aponta que “a adequação tratada nesta lei permitirá que o interessado exerça todos os direitos inerentes a sua nova condição, não podendo prejudicá-lo nem ser oposta perante terceiro de boa-fé”.

Em agosto de 2017 o projeto entrou na pauta, mas sua votação acabou sendo adiada. Caso aprovada na CCJ (Comissão de Constituição de Justiça), a proposta poderá seguir para a Câmara dos Deputados, a menos que seja apresentado recurso para votação pelo Plenário do Senado. Atualmente, o projeto está em tramitação.

2

A proposta PLS 612/2011, também de autoria da Senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), quer alterar o Código Civil para que, então, o texto estabeleça como família “a união estável entre duas pessoas”. Atualmente, a entidade familiar brasileira é definida como:

“união estável entre o homem e a mulher configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família”.

A união homoafetiva é uma realidade legal no Brasil desde 2011, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a união homossexual à heterossexual. Dois anos depois, em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que os cartórios brasileiros seriam obrigados a celebrar casamento entre pessoas do mesmo sexo e não poderiam se recusar a converter união estável homoafetiva em casamento. Porém, essa união ainda não é reconhecida pela Constituição e nem pelo Código Civil.

3

Projeto de Lei do Senado (PLS) 470/2013, de autoria da senadora Lídice da Mata (PSB/BA) quer criar o Estatuto das Famílias, que trata das características das famílias brasileiras e também da união homoafetiva. O projeto propõe regras jurídicas para definir quais grupos podem ser considerados uma família perante a lei e já gerou discussões acaloradas.

Atualmente, a Constituição de 1988 já tem uma definição de família, que a define como o resultado entre um homem e uma mulher ou um dos pais e seus filhos.

Em 2015, ele foi aprovado na CCJ, o que significa que ainda precisa ser votado por todos os deputados e os senadores, o que pode acontecer em 2018, já que o projeto está em tramitação no Senado. Segundo o senador João Capiberibe, relator do projeto, como houve uma mudança grande da composição familiar nos últimos anos, é importante que o tema seja discutido.

4

Em 2018, a injúria praticada por questões de gênero poderá ser considerada crime pelo Código Penal (CP). Projeto de lei, PLS 291/2015, de autoria da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), inicialmente era apenas voltado para mulheres, mas hoje visa a alterar o Código Penal, para incluir no crime de injúria, a utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, gênero ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.

Atualmente, o CP pune o ato de injuriar alguém, com ofensas à dignidade ou ao decoro da vítima, com detenção de um a seis meses ou multa. Com a PLS aprovada, a pena de reclusão será de um a três anos e multa. Segundo Gleisi, atos que desqualifiquem ou desprezem um gênero em detrimento de outro são inadimissíveis.

Ela afirma em sua justificativa:

Sobretudo porque o tratamento igualitário de homens e mulheres é uma das bases de qualquer Estado Democrático de Direito.

O PLS se encontra em tramitação no Senado, se não receber recurso para análise pelo Plenário do Senado, será enviada em seguida para a Câmara dos Deputados neste ano.

Fonte: huffpost Brasil