‘Jovens gays vão se ver no filme’, diz autora de ‘Com Amor, Simon’

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(Foto: Divulgação)

Becky Albertalli acertou em cheio: seu primeiro livro, Com Amor, Simon (tradução de Regiane Winarski; Intrínseca; 272 páginas; 34,90 reais, o impresso e 22,90 reais, o digital) teve direitos adquiridos e virou filme, com estreia prevista no Brasil no dia 5 de abril. A trama acompanha um jovem gay de 17 anos durante o Ensino Médio, que se apaixona por um colega de sala anônimo, com quem conversa por e-mail.

Formada em psicologia, a autora americana defende o surgimento de novas ficções com personagens LGBT. “Há muitas crianças que vão ver a si mesmas nesses livros e filmes. Eu mesma cresci sem ver certos aspectos da minha identidade representados na arte ou na mídia”, afirma em entrevista. Ver-se representado, diz, dá força para o jovem assumir a sua singularidade. Ninguém é igual a ninguém, afinal de contas.

De fato, Becky diz ter recebido relatos de adolescente que assumiram a sexualidade para a família e amigos depois de ler o livro. “Eu recebo e-mails e mensagens nas redes sociais de pessoas que se viram no Simon e é muito especial, como uma autora, ter esse tipo de feedback.”

Com Amor, Simon, o filme, conta com os atores de 13 Reasons Why, Katherine Langford e Miles Heizer, e será protagonizado por Nick Robinson (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros). A direção é de Greg Berlanti, produtor americano assumidamente gay, que trabalhou em séries de TV como ArrowFlash e Supergirl.

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(Foto: Divulgação)

Quando você decidiu mudar de profissão para se tornar escritora? Eu sempre quis escrever um livro, mas não achava realista para mim. Quando o meu filho mais velho nasceu, tirei uma licença maternidade extra, antes de engatar outro emprego. Eu estava em casa com ele e decidi tentar escrever o livro que sempre quis fazer. Esse livro acabou se tornando o Simon. Na questão de publicação, as coisas aconteceram rápido. E eu não voltei mais para o consultório.

Você trabalhava com adolescentes como psicóloga e agora escreve para eles. Sua conexão com esse público é forte? Eu não acho que isso seja uma coincidência. Eu sempre me senti conectada com adolescentes. Lembro muito da minha adolescência. Foi um momento importante da minha vida e, logo que me tornei psicóloga, comecei a trabalhar com eles. Eu os amo. Amo a paixão e a curiosidade deles, o jeito como eles veem o mundo.

Você tinha a ideia de escrever sobre um protagonista gay desde o começo? É um pouco difícil de lembrar, porque nunca pensei que esse livro seria publicado. Nem achava que terminaria de escrevê-lo. A escrita foi muito orgânica. Mas o Simon sempre foi gay.

A sua formação como psicóloga foi importante para a escrita do livro? Eu atuei como psicóloga por dois anos e foi importante no sentido de entender as dificuldades da comunidade LGBT e os problemas dos adolescentes. E ser uma psicóloga envolve empatia, tentar entender as pessoas, habilidades que usei como escritora. O que é importante enfatizar é que meus livros não são baseados em pessoas que atendi. Isso não me deixaria só com problemas legais, mas éticos também. É completamente errado. Eu nunca basearia meus personagens em uma pessoa real. Isso é algo que tento deixar claro. Simon não é inspirado diretamente em ninguém. Mas acho que, por ter trabalhado com homossexuais adolescentes e adultos, pude escrever o Simon com maior consciência dos problemas a que adolescentes gays estão mais sujeitos ultimamente, mas, certamente, não há uma inspiração específica.

É evidente o crescimento de livros e filmes que retratam a diversidade da comunidade LGBT. Por que você acha que isso está acontecendo agora? De um lado, é animador ver isso acontecer, mas, de outro, ainda está longe de como realmente deveria ser. Estamos vendo mais filmes sobre membros de toda a comunidade LGBT, mas muitos são apenas sobre a parte G da sigla. É claro que há exceções, mas muitas dessas histórias são sobre personagens brancos, de classe média. Para mim, o que é especial sobre o filme Com amor, Simon, é que, mesmo eu tendo escrito o livro como uma pessoa de fora, o diretor é um membro da comunidade. O Greg (Berlanti) pôde trazer novas nuances ao filme, que eu acho que adiciona tanto à história. Isso me deixa muito grata.

Qual é a importância de mostrar essa diversidade em livros e filmes? Há muitas crianças que vão ver a si mesmas nesses livros e filmes. Eu mesma cresci sem ver certos aspectos da minha identidade na mídia e eu sei que isso é realidade para muitas crianças. Há muitas comunidades que não recebem atenção. Uma das coisas que achei importantes quando estava escrevendo, e que a equipe responsável pelo filme também entendeu, é que personagens como Abby e Bram sejam negros. E no filme eles mostraram ainda mais diversidade do que no meu livro. Isso significou muito para mim, porque senti que eles realmente entenderam a mensagem do livro.

Como você sente a resposta do público ao livro? Na maior parte, é positiva. Eu tento evitar ler a respeito, porque tenho certeza de que há mensagens bastante negativas por aí. Mas, pelo que chega até mim, me sinto sortuda com os leitores que tenho. A audiência parece maior a cada dia, o que me faz pensar que as crianças estão se conectando com o livro. Muitos já me contaram que se inspiraram no Simon para sair do armário. E aqueles que vivem em lugares em que não é seguro se assumir tomaram Simon como amigo. Eu recebo e-mails e mensagens nas redes sociais de pessoas que se viram no Simon e é muito especial, como uma autora, receber esse tipo de feedback.

Em 2016, foi ao ar a primeira cena de sexo gay da TV aberta brasileira. O canal recebeu muitas críticas de pessoas que defenderam que crianças poderiam ter a sexualidade influenciada pela cena, embora a exibição tenha sido tarde. Como você avalia esse pensamento? Sempre há gente que de alguma forma não será receptiva. Espero que, com o tempo, a população em geral fique mais progressiva. As pessoas mais jovens são, geralmente, mais abertas. E as gerações mais velhas de hoje estão mais progressivas do que nunca. É importante continuar brigando pela representatividade, não importa o que as pessoas achem. Os argumentos de quem se opõe a dar espaço para a comunidade LGBT são ridículos. Se o raciocínio deles fosse lógico, ninguém seria gay, porque há tantos héteros na mídia.

Você já recebeu esse tipo de comentário pelo seu trabalho? Um pouco. Mas consigo aguentar. Se as pessoas querem reclamar de um livro que eu escrevi, por qualquer motivo, traga isso para mim. O que me incomoda é quando alguém reclama publicamente e fico pensando se os adolescentes vão ficar lendo esses comentários homofóbicos. Por sorte, isso não aconteceu muito.

Você teve acesso a algum tipo de pesquisa sobre a comunidade LGBT enquanto escrevia o livro? Quando era aluna de graduação e trabalhava junto à comunidade, coloquei como prioridade educar a mim sobre alguns desses problemas. No meu trabalho como psicóloga, continuei a juntar informações e pesquisas. Além disso, prestei atenção ao que estava na imprensa e no showbiz e às conversas nas redes sociais. Acho que tudo isso entra no guarda-chuva da pesquisa. Foi importante para mim também ouvir os membros da comunidade em suas próprias palavras, em vídeos do Youtube e blogs conhecidos.

O livro faz uma imersão no universo adolescente atual. Você sempre acompanhou esse mundo ou pesquisou para escrever? No meu trabalho, eu conversava com jovens o dia todo e acabei absorvendo um pouco deles. Estou nos meus 30 e algumas pessoas me perguntam como eu desenvolvi a voz de um menino de 16 anos, mas, para mim, foi natural.

O seu segundo livro, os 27 Crushes de Molly e o terceiro, Leah on the Offbeat, se passam no mesmo mundo do Simon, certo? Sim, o terceiro será uma sequência mais direta. Simon vs. A Agenda Homo Sapiens acontece no terceiro ano do ensino médio, o segundo livro ocorre no verão depois disso e Leah on the Offbeat se passa no terceiro ano do ensino médio. O Simon é um grande personagem nesse livro também, porque é o melhor amigo da Leah. Acho importante os adolescentes poderem ver uma amizade como essa nos livros e, agora, na tela também.

Qual foi a importância para você de explorar todos esses personagens? Foi importante fazer isso depois de escrever o primeiro livro, porque, no final do dia, é uma história de um grupo de amigos que crescem juntos. Dá para saber o que está acontecendo com a Abby ou com personagens menores. A Leah foi o último ponto de vista dessa história. Como eles estão terminando o ensino médio, eu senti que era o momento de concluir a história.

Você já assistiu ao filme Com amor, SimonSim, está perfeito. Acho que ele se sustenta sozinho. É um filme bem divertido, romântico e respeita bastante o livro.

Você colaborou com o roteiro de alguma forma? Chamaram os roteiristas da série This Is Us e eles fizeram um trabalho fenomenal no programa. Eles me mandaram diferentes versões e pediram a minha opinião, mas não tive muitos comentários a fazer, a não ser alguns “gostei muito disso”. Então, não posso tomar nenhum crédito pelo roteiro. Eu amei.

Você acha que o filme pode ter sequências como nos livros? Eu não faço ideia se isso é uma opção para o estúdio. A Fox 20th tem os direitos para qualquer adaptação de filme dos personagens, então está nas mãos deles. Mas ninguém mais pode fazer longas-metragens desses personagens. Eu assumo que eles não decidirão antes de ver como o Com Amor, Simon vai se sair. Eu não posso fazer nenhuma promessa.

Do seu período de trabalho como psicóloga, qual é a maior lição que você aprendeu sobre o período da descoberta sexual? Essa é uma pergunta muito difícil. A parte importante é que as experiências de cada pessoa variam, baseadas em quem são, na família, onde vivem… não é uma experiência universal. Não há uma idade certa. Algumas pessoas nunca se assumem e está bem. Outras pessoas se assumem, porque isso sempre foi bem entendido dentro da família. A história do Simon é apenas uma história. 

Agora, também estamos falando sobre sexualidade fluida. O que você acha do uso de rótulos como “gay” ou “hétero”? Algumas pessoas se sentem muito desconfortáveis ao tentar se encaixar em rótulos, mas eles podem ser poderosos para outros. É uma experiência pessoal. Alguns, às vezes, usam os rótulos para encontrar a sua comunidade, o que os ajuda a entender o que estão vivendo. Para outros, os rótulos não se encaixam. Eu não sei como será no futuro e, com certeza, não tenho uma opinião de como deveriam ser os rótulos. O que eu acho importante lembrar é que as pessoas deveriam poder escolher os seus próprios rótulos. Você deveria estar no controle disso. Ninguém deveria fazer isso por você.

Fonte: Veja

Copa 2018: Fifa garante que LGBTs poderão se manifestar

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(Foto: Divulgação)

Embora a homossexualidade não seja considerada crime na Rússia, o país governado por Vladimir Putin mantém postura ortodoxa em relação à comunidade LGBT. Quando foi anunciado que o país sediará a Copa do Mundo de 2018, entidades de direitos humanos se manifestaram de forma contrária, temendo que o país proíba manifestações que façam referência à diversidade sexual, usando como base a lei contra a “propaganda gay”.

Institucionalizada em 2013, por decisão do Kremlin, manifestações homoafetivas ou em apoio às lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros são terminantemente vetadas pelo governo. A maioria da população russa também criminaliza relações homossexuais.

Entretanto, durante a Copa, a Rússia não deverá proibir que o público que for assistir aos jogos se manifestem nas ruas ou estádios contra a postura retrógrada do país, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo.

Segundo informa, bandeiras arco-íris (símbolo do movimento LGBT) serão liberadas nas arquibancadas ou nas celebrações públicas. “Definitivamente não haverá nenhum tipo de banimento para quem usar símbolos com as cores do arco-íris na Rússia. Está claro que qualquer um poderá vir aqui e não ser multado por expressar os seus sentimentos”, afirmou Alexei Sorokin, CEO do Comitê Organizador Local.

“Membros do público poderão sim levar as bandeiras com a cor do arco-íris, mas logicamente a Fifa e o COL podem rejeitar as que não seguirem o padrão de tamanho. Se as bandeiras forem exibidas junto com algum tipo de mensagem, avaliaremos o caso”, informou a Fifa.

HOMOFOBIA

Em 2017, a Chechênia, região de maioria muçulmana que compõe parte da Federação Russa, foi acusada de perseguir homossexuais, ou homens suspeitos de serem homossexuais, e prendê-los em campo de concentração. Tanto o presidente checheno, Ramzan Kadyrov, quanto o Kremlin negam as acusações.

Em comunicado à imprensa internacional, Svetlana Zakharova, diretora de comunicação da ONG Russian LGBT Network, informou que “a Rússia não é um país seguro para homossexuais se assumirem abertamente. Existe ainda um nível de ódio muito grande. As pessoas podem ser atacadas nas ruas e nos estádios e por isso devem ser cuidados”, alertou.

Fonte:Catraca Livre

Risco de nova denúncia pode atrapalhar os planos de Temer em ser candidato

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(Foto: Divulgação)

A perspectiva de uma terceira denúncia criminal, derivada da Operação Skala, deflagrada na última quinta-feira (29) pela Polícia Federal (PF), põe em xeque a candidatura à reeleição do presidente Michel Temer.

Na investigação, relativa ao decreto baixado no ano passado por Temer determinando regras para renovar a concessão de portos, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão temporária de 13 suspeitos.

Pelo menos quatro deles são ligados a Temer: seu amigo José Yunes, o ex-ministro Wagner Rossi, o ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, Milton Hortolan, e o coronel João Baptista Lima, que evitava prestar depoimento havia nove meses.

Em seu despacho, Barroso descreve “um esquema contínuo de concessão de benefícios públicos em troca de recursos privados, para fins pessoais e eleitorais, que persistiria por mais de vinte anos no setor de portos, vindo até os dias de hoje”.

Ele relembra que as suspeitas remontam a outro inquérito, de mais de 15 anos, arquivado pelo ministro Marco Aurélio em 2011. O novo inquérito conduzido por Barroso investiga se a ampliação do prazo de concessão dos portos de 25 para 35 anos, com extensão por mais 35, determinada em maio do ano passado por Temer, se deu em troca de propinas e doações eleitorais.

Os principais beneficados pela medida foram a empresa Rodrimar e o Grupo Libra, maiores concessionários de portos no Brasil. A nova suspeita veio à tona em gravações derivadas da delação da JBS, em que o ex-deputado Rodrigo Loures defende a mudança no decreto para ampliar as concessões e até discute o assunto com Temer.

Em troca, a Rodrimar é suspeita de ter pagado propina a Temer por meio da empresa Argeplan, do coronel Lima, ligado a Temer desde os anos 1980, quando o hoje presidente era secretário da Segurança Pública de São Paulo. Num episódio independente, o delator Florisvaldo Oliveira, da JBS, já descreveu como entregou R$ 1 milhão em dinheiro vivo na sede da Argeplan, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo.

Segundo as novas investigações da PF, a Argeplan cuidou de uma reforma na casa da filha de Temer. A empresa também manteve contrato com a construção de Angra 3, investigada pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. De acordo com o delator Ricardo Saud, também da JBS, ela servia de fachada para o pagamento de propinas a Temer.

Outro foco das investigações, o Grupo Libra, foi beneficiado no início de 2016 por uma manobra do deputado Eduardo Cunha, na ocasião do mesmo grupo político de Temer. O Libra controla há mais de 20 anos uma área nobre no porto de Santos. Mas uma Medida Provisória de 2015 impediria a renovação da concessão.

Na formulação original, ela não permitia que empresas endividadas continuassem a prestar o serviço. O Libra devia quase R$ 1 bilhão na praça. Uma emenda de Cunha em janeiro de 2016 abriu, contudo, uma brecha para renovar a concessão. De acordo com o delator Lúcio Funaro, a emenda foi um pagamento pelas doações eleitorais do Libra à campanha de Temer em 2014. Funaro apontou ainda Yunes como operador financeiro de Temer

As investigações da PF são corroboradas por um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado no início da semana pela GloboNews. No relatório, assinado pelo ministro Bruno Dantas, os técnicos apontam no decreto dos portos “forte indício de infração aos princípios da isonomia, da vinculação ao instrumento convocatório e da seleção da proposta mais vantajosa”. Afirmam ainda que ele “contempla disposições normativas com fortes indícios de ilegalidade”.

Todos os novos fatos expostos pela PF são negados pelos envolvidos. Temer já foi inquerido por escrito e seus sigilos fiscal e financeiro foram quebrados por Barroso. Se o inquérito resultar em denúncia contra ele, ela terá novamente de passar por votação pela Câmara dos Deputados antes de ser aceita pelo STF.

Seria a terceira denúncia contra Temer em cerca de um ano. As outras duas, apresentadas pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot, foram postas em suspenso até Temer deixar a Presidência. Desta vez, a responsável seria a procuradora-geral Raquel Dodge. Indicada pelo próprio Temer ao cargo no ano passado, será impossível acusá-la de motivações políticas, como o governo fez com Janot.

Mesmo que o inquérito não resulte em nada ou que a a Câmara decida engavetar mais uma denúncia, todas as novas informações circularão na campanha eleitoral. Não há como tal situação favorecer a candidatura a reeleição do presidente mais impopular da história recente.

O plano alternativo do MDB é lançar, em vez de Temer, o ministro Henrique Meirelles à Presidência. Temer poderia sair de vice, ficar com algum ministério ou cargo que lhe garanta a proteção do foro privilegiado no STF e mantenha na gaveta as duas denúncias que lá estão – talvez a nova também. Se bem que, como demonstra a ação deflagrada ontem por Barroso, seu foro no STF pode não ser tão privilegiado quanto parece.

Fonte: G1

Quem é Jão? O cantor viral que está bombando entre os jovens

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(Foto: Divulgação)

Você pode não ter ouvido falar dele ainda, mas Jão é o cantor sensação entre os jovens nas redes sociais. Ele é natural de Araraquara, interior de São Paulo, e seu canal no Youtube já conta com mais de 160 mil inscritos. Jão começou cantando covers românticos de hits como Bang, de Anitta, e Medo Bobo, de Maiara e Maraisa.

Agora, já arrisca músicas próprias. Dança Pra Mim e Ressaca, por exemplo, trazem o estilo mais romântico e lento, característicos do músico. Mas foi com Imaturo, hit que bombou no Spotify, ultrapassando a sensação do momento, ‘Que Tiro Foi Esse’, de Jojo Toddynho, em janeiro desse ano, chegando ao primeiro lugar entre as canções mais virais do Brasil.

Fonte: SBT

Desemprego sobe e atinge 13,1 milhões de pessoas

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(Foto: Divulgação)

O índice de desemprego no Brasil atingiu 12,6% no trimestre encerrado em fevereiro de 2018. Isso significa que 13,1 milhões de pessoas estão desempregadas no país. Os dados foram divulgados nesta qUinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua.

A taxa de desemprego ficou maior do que a registrada no trimestre móvel encerrado em janeiro, de 12,2%, na segunda alta consecutiva após nove trimestres de queda. O índice, porém, ainda ficou abaixo do registrado em igual trimestre móvel do ano passado, de 13,2%.

O número de desocupados aumentou em 550 mil pessoas (ou 4,4%) em relação ao trimestre anterior, quando 12,6 milhões de pessoas estavam sem emprego. Já ante igual trimestre de 2017, quando havia 13,5 milhões de desocupados, houve queda de 3,1%.

O índice de desemprego calculado pelo IBGE é uma média móvel trimestral, divulgada mensalmente. Isso significa que o resultado de janeiro se refere ao período entre deembro de 2017 e fevereiro de 2018.

Efeito sazonal

Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a alta da taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro, assim como a que ocorreu nos três meses terminados em janeiro, era esperada e pode ser explicada por questões sazonais.

“Sempre no primeiro trimestre do ano a taxa tende a subir, pois existe a dispensa dos trabalhadores temporários contratados para as festas de final de ano”, explicou em nota.

Carteira assinada vai ao menor nível

De acordo com o IBGE, o número de pessoas ocupadas diminuiu em 858 mil pessoas (ou 0,9%) no trimestre móvel encerrado em fevereiro, na comparação com os três meses anteriores, para 91,1 milhões. Ante igual trimestre de 2017, porém, houve alta de 1,7 milhão de pessoas.

A quantidade de empregados no setor privado com carteira assinada ficou praticamente estável em relação ao trimestre anterior, em 33,1 milhões (menos 92 mil pessoas, ou queda de 0,3%). Esse nível, porém é o mais baixo de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O dado não considera os trabalhadores domésticos.

Já o número de empregados no setor privado sem carteira assinada diminuiu em 407 mil pessoas (ou 3,6%) ante o trimestre terminado em janeiro, para 10,8 milhões.

A quantidade de trabalhadores por conta própria ficou estável em 23,1 milhões na mesma comparação, assim como a dos domésticos, em 6,3 milhões. O número de empregados do setor público, incluindo militares, foi reduzido em 3,1%, para 11,2 milhões.

A população fora da força de trabalho também cresceu ao maior nível da série histórica do IBGE, para 64,9 milhões pessoas. São consideradas “fora da força de trabalho” aquelas pessoas que não têm emprego e nem estão em busca de um, ou seja, é a antiga população não economicamente ativa.

Rendimento

O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 2.186 no trimestre de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018. Segundo o IBGE, o valor ficou estável frente ao observado no trimestre de setembro a novembro de 2017, de R$ 2.165, e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, de R$ 2.148.

Fonte: G1

Amigo de Temer é preso pela Polícia Federal em SP

O Coronel Lima é colocado em uma ambulância do Samu (Foto: GloboNews/Reprodução)
(Foto: Reprodução / Globo News)

O coronel João Batista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer, foi preso na manhã desta quinta-feira (29) em São Paulo pela Polícia Federal.

Lima sofre de problemas de saúde. Agentes da PF foram ao apartamento dele na Vila Andrade, Zona Sul de São Paulo. O ex-coronel saiu amparado por uma equipe de resgate do Samu em uma cadeira de rodas e seria levado ao Hospital Albert Einstein, no Morumbi.

A reportagem tentou contato com a defesa do Coronel Lima mas ainda não obteve retorno.

Ex-coronel da Polícia Militar, Lima é apontado pela Procuradoria Geral da República (PGR), com base na delação da JBS, como um dos intermediários de propina que supostamente seria paga ao presidente no caso do decreto de portos. Lima é dono da empresa de engenharia e arquitetura Argeplan.

PF tenta ouvi-lo desde junho

A Polícia Federal tenta ouvir o ex-coronel desde junho de 2017. Ele já havia sido intimado por duas vezes e nas duas não compareceu alegando problemas de saúde.

No inquérito que apura suposto favorecimento de empresas no setor de portos por um decreto assinado pelo presidente Michel Temer, a PF anexou mensagens telefônicas trocadas entre Lima e uma pessoa não identificada pelos investigadores chamada Maria Helena.

No dia 30 de abril de 2017, o coronel Lima diz: “Amiga, nessas condições ainda tenho esperança de receber as ‘gorjetas’ que você não me deu”.

João Baptista Lima, coronel amigo de Temer, é preso em operação da PF

Na avaliação da PF, “a conversa chama atenção pelo fato de o coronel aparentemente fazer uma cobrança, utilizando o termo gorjeta”. Os investigadores querem que Lima esclareça em interrogatório do que se trata a conversa.

Também há uma troca de mensagens no mesmo dia entre Lima e um interlocutor chamado Miguel de Oliveira.

Lima diz: “Recebeu pouco. Nas minhas contas deveria ter recebido R$ 120 mil. Estão ‘garfando’ o coitado”.

A PF afirma que “a conversa aparentemente remete a um pagamento feito a alguém, que teria sido enganado, pois o valor pago deveria ter sido maior”.

Temer e Lima são amigos há décadas, e mantêm relações próximas até hoje. Um relatório de busca e apreensão da Operação Patmos, da Polícia Federal, diz que Lima é um homem com acesso direto ao presidente Michel Temer.

E mostra que o presidente e o ex-coronel trocaram 12 ligações entre abril de 2016 e maio de 2017, com Temer já na Presidência da República.

Na análise do celular de Lima, investigadores encontraram na agenda de contatos número de Joesley Batista, da JBS, e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.

Outros presos

A PF também prendeu em São Paulo o advogado José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer e, em Monte Alegre do Sul (SP), o empresário Antonio Celso Greco, dono da empresa Rodrimar, que opera no porto de Santos.

As prisões são parte da Operação Skala, deflagrada nesta quinta pela PF em São Paulo e no Rio de Janeiro.

PRESOS NA OPERAÇÃO DA PF

  • José Yunes, advogado, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer
  • Antônio Celso Greco, empresário, dono da empresa Rodrimar
  • João Batista Lima, ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo e amigo de Temer
  • Wagner Rossi, ex-deputado, ex-ministro e ex-presidente da estatal Codesp
  • Milton Ortolan, auxiliar de Wagner Rossi

Também foram presos na mesma operação o ex-assessor de Temer, José Yunes; o empresário Antônio Celso Greco, dono da empresa Rodrimar; o ex-ministro da Agricultura e ex-deputado federal Wagner Rossi, que em 1999 e 2000 foi diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, estatal administradora do porto de Santos; Milton Ortolan, auxiliar de Rossi.

Fonte: G1

Dodge reitera ao STF denúncia contra Aécio por corrupção e obstrução de Justiça

A procuradora-geral Raquel Dodge durante julgamento no STF de habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)
(Foto: Divulgação)

A procuradora geral da República, Raquel Dodge, reiterou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (27) a denúncia por corrupção passiva e obstrução de Justiça apresentada contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Em nota, a defesa do senador afirma que a manifestação do Ministério Público Federal “escancara a tentativa de criminalização da lícita atividade parlamentar exercida pelo senador Aécio”. De acordo com a nota, “o STF promoverá a análise justa do caso, que demonstrará que ele e seus familiares não cometeram atos ilícitos” (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

A denúncia é baseada nas investigações da Operação Patmos, em razão da qual Aécio foi afastado do mandato parlamentar. Na ocasião, a irmã dele, Andrea Neves, o primo Frederico Pacheco e o ex-assessor parlamentar Mendherson Souza Lima foram presos. Eles foram citados nas delações premiadas de executivos da JBS. O senador se diz “vítima de uma armação”.

Um dos elementos da investigação é uma gravação do empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, que registrou com um gravador escondido uma conversa entre ele e o senador.

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(Foto: Divulgação)

No diálogo, Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões a fim de pagar um advogado para defendê-lo na Operação Lava Jato.

A PGR também reiterou as denúncias, por corrupção passiva, de Andrea Neves, Frederico Pacheco e Souza Lima.

No documento, a procuradora geral, Raquel Dodge, afirmou que Aécio “empregou todos os seus esforços” para atrapalhar as investigações da Lava Lato.

“O caráter de vantagem indevida dos valores solicitados por Aécio Neves e por Andréa Neves a Joesley Batista fica claro quando o senador afirma que a pessoa que iria receber as parcelas deveria ser alguém ‘que a gente mata ele antes de fazer delação”, escreveu Dodge.

O STF ainda precisa decidir se aceita ou não a denúncia. Se aceitar, Aécio vira réu a passa a respondeu um processo.

Nota da defesa de Aécio

Leia abaixo a íntegra da nota sobre o caso divulgada pela defesa do senador Aécio Neves:

Nota da Defesa do senador Aécio Neves

A manifestação da PGR foge dos argumentos centrais da Defesa e se limita a repetir termos genéricos da denúncia, revelando a fragilidade da acusação.

A própria PGR reconhece que nunca houve qualquer contrapartida por parte do senador Aécio Neves, evidenciando que não houve corrupção ou pedido de vantagem indevida.

A PGR reconhece também diversos desvios ocorridos nas heterodoxas negociações da delação envolvendo os executivos da JBS, inclusive a ilegal atuação de Marcelo Miller, quando ainda era Procurador da República e silencia-se sobre a participação de membros da instituição na reunião que precedeu a gravação feita pelo sr. Joesley de uma conversa induzida e manipulada envolvendo o senador.

Ainda, a PGR reconheceu que o pedido de cautelar não foi protocolizado e tampouco sujeitou-se à distribuição, contrariando o que determina normas do STF. Em outras palavras, o Procurador-Geral à época escolheu a seu bel-prazer o juiz que lhe convinha. Tanto é assim que, na sequência, o inquérito envolvendo o senador foi distribuído a outro ministro do STF.

Sobre a acusação de obstrução à Justiça, a manifestação do MPF escancara a tentativa de criminalização da lícita atividade parlamentar exercida pelo senador Aécio, omitindo que na votação da lei de abuso de autoridade o senador defendeu e votou a favor da proposta do Ministério Público, o que por si só desmente a acusação.

O senador Aécio Neves está convicto de que o STF promoverá a análise justa do caso, que demonstrará que ele e seus familiares não cometeram atos ilícitos.

Alberto Zacharias Toron

Advogado

Fonte: G1