Helder Barbalho revela que chorou após derrota nas eleições de 2014

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(Foto: Divulgação)

O pré-candidato ao Governo do Pará, Hélder Barbalho (MDB), em entrevista concedida ao jornalista Tito Barata revelou que chorou após derrota no segundo turno das eleições de 2014 para o atual governador Simão Jatene, do PSDB. “Chorei e volto a dizer, foi um momento difícil”. Hélder, porém, diz que não sentiu-se fracassado após a derrota no pleito. “Ter a confiança de um milhão e oitocentas mil pessoas sem dúvida alguma é algo que me honra muito e se naquele primeiro momento era de tristeza ‘você’ tem que olhar pro lado e dizer: Espera aí eu não direito de não me sentir alguém que tem que agradecer a Deus por ter a confiança de um milhão e oitocentas mil pessoas”, pondera.

Faltando pouco menos de seis meses para as eleições Hélder falou também sobre possíveis alianças. “Nós estamos dialogando com todos que querem mudança e desejam construir junto conosco um novo projeto para esse estado, uma nova dinâmica de trabalho, uma visão que possa fazer o Pará desenvolver e enfrentar os seus problemas”.

“Tem dois projetos claros, quem está satisfeito com o governo atual e que governa a vinte e tantos anos sabe o caminho que tem que seguir e que está insatisfeito e quer um projeto diferente que possa ter a capacidade de construir novas iniciativas, novas políticas públicas, que possa ter a humildade de tendo algo positivo continuar, mas acima de tudo mudar de maneira firme a maioria das ações do estado. Eu me coloco como candidato de oposição ao que estar posto e a sociedade terá a oportunidade de escolher”, diz Hélder.

O presidente da Assembléia Legislativa (Alepa), deputado Márcio Miranda (Dem), é pré-candidato da base do governador Simão Jatene, que também tem os nomes do senador Paulo Rocha (PT) e Fernando Carneiro (Psol) como postulantes ao cargo nas eleições de outubro desse ano.

Por Madson Sousa

 

Andréa Tavares lança carreira solo

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(Foto: Divulgação)

A cantora Andréa Tavares, ex-banda Puro Amor, deu início à carreira solo e promete trazer novidades. Uma delas é a nova música de trabalho que agrega vários ritmos como o sertanejo, a guitarrada paraense e Swing percussivo. O novo trabalho da cantora será lançado em breve nas rádios e nas plataformas digitais.

Andréa Tavares começou a cantar desde cedo, por influência de seu pai, que era vocalista de uma banda em Cametá. Com 19 anos, escreveu sua primeira música, mas foi em 2008 que ela ingressou profissionalmente no mercado fonográfico, participando da banda Puro Amor.

Hoje, a cantora traz um projeto solo, e busca oferecer ao público um repertório bem eclético. Atualmente, realiza em média de oito a nove shows em todo território paraense.

Fonte: Assessoria de comunicação

Atriz trans e diretora de arte brasileira ganham o V Prêmio Platino de Cinema

A atriz transgênero Daniela Vega estrela o filme 'Uma mulher fantástica', ganhador do prêmio Platino de cinema ibero-americano (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O Chile foi o país protagonista da quinta edição dos Prêmios Platino do Cinema Ibero-americano, que deu a “Uma fulher fantástica” cinco estatuetas estatuetas de melhor filme, diretor, roteiro e atriz para o país.

Grito contra os preconceitos da sociedade contra as pessoas transexuais, o longa era favorito com nove indicações. A cerimônia aconteceu neste domingo (29) no Teatro Gran Tlachco do Parque ecoturístico Xcaret, na Riviera Maya, México.

“Uma mulher fantástica” já tinha sido premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro, por isso que não surpreendeu que levasse o Platino de melhor filme, melhor diretor, melhor atriz, melhor roteiro e melhor montagem.

Só o argentino “Zama”, que concorria em oito categorias, conseguiu chegar perto, ficando com a maioria dos prêmios técnicos: melhor direção de arte (para a brasileira Renata Pinheiro), melhor direção de fotografia e melhor direção de som.

O diretor de “Uma fulher fantástica”, o chileno Sebastián Lelio, foi escolhido melhor diretor, disputando com os espanhóis Isabel Coixet e Álex de la Iglesia, o cubano Fernando Pérez e a argentina Lucrecia Martel.

Este prêmio não foi uma experiência nova para o chileno, visto que em 2014 já tinha ganhado a estatueta de melhor direção com seu filme “Gloria”.

A famosa atriz chilena Daniela Vega, indiscutível protagonista da festa por sua reivindicação a favor dos direitos das mulheres, acumulou com o Platino um novo prêmio pela sua interpretação em “Uma mulher fantástica”.

“Peço um aplauso às mulheres ibero-americanas que estão nos vendo para que saibam que não estão sozinhas. Lutaremos no cinema para a igualdade”, disse Daniela Vega ao apresentar os prêmios de melhor ator e atriz de série de TV, provocando um sonoro aplauso.

O único grande prêmio que não levou o filme chileno foi o de melhor ator, embora este tenha ido para as mãos de um ator chileno, Alfredo Castro, pelo seu trabalho em “Los perros”.

A Espanha também teve um lugar de destaque na cerimônia com os prêmios de melhor estreia, melhor filme documentário, melhor animação, melhor série de TV e melhor atriz de série de TV.

O filme catalão “Verão 1993”, de Clara Simón, cumpriu as expectativas como favorito ao ganhar como melhor estreia, assim como a atriz Blanca Suárez, premiada pela sua interpretação na popular série “As telefonistas”.

O filme espanhol “Muitos filhos, um macaco e um castelo”, dirigido por Gustavo Salmerón, venceu como melhor documentário. Já “O ministério do tempo” levou o prêmio de melhor série de TV.

“Tadeo Jones 2. O Segredo do Rei Midas” venceu o Platino de melhor filme de animação.

Além disso, o filme basco “Handia”, ganhador de 10 prêmios Goya, levou o Platino de prêmio ao cinema e à educação em valores.

A Argentina completou o elenco de premiados com a melhor interpretação masculina em série de televisão, que foi para Julio Chávez por “O Mestre”, e a melhor trilha sonora por “A Cordilheira”.

Um dos momentos mais intensos da festa foi protagonizado pela famosa atriz mexicana Adriana Barraza, que após receber o Platino de Honra 2018 citou palavras emocionadas sobre os três estudantes de cinema mexicano assassinados recentemente pelo crime organizado.

“Como ser humano lamento profundamente que todos nós tenhamos perdido a possibilidade de ver um filme deles”, disse a atriz, que dedicou parte da sua vida a formar cineastas.

Os momentos de mensagens da festa também vieram da própria organização que decidiu entregar conjuntamente os prêmios de melhor ator e atriz para “pedir a igualdade entre homens e mulheres”, explicou o apresentador, Eugenio Derbez.

Um “Lula livre!” foi citado pela brasileira Renata Pinheiro, ganhadora do Platino de melhor direção de arte por “Zama”, que exigiu entre aplausos a liberdade do ex-presidente brasileiro.

Também houve alegações pela diversidade do mundo ibero-americano, como o que fez Javier Olivares, roteirista de “O ministério do tempo”: “Foi falado aqui catalão, basco, espanhol e português. Que nunca percamos esta diversidade”.

Veja, abaixo, os ganhadores do V Prêmios Platino 2018:

Melhor filme ibero-americano de ficção: “Uma mulher fantástica” (Chile, Espanha)

Melhor direção: Sebastián Lelio (“Uma mulher fantástica”)

Melhor roteiro: Sebastián Lelio e Gonzalo Maza (“Uma mulher fantástica”).

Melhor ator: Alfredo Castro (“Los perros”)

Melhor atriz: Daniela Vega (“Uma mulher fantástica”)

Melhor trilha sonora: Alberto Iglesias (“A cordilheira”)

Melhor ator em minissérie ou série de TV: Julio Chávez (“O mestre”)

Melhor atriz em minissérie ou série de TV: Blanca Suárez (“As telefonistas”)

Melhor animação: “Tadeo Jones 2: O segredo do Rei Midas” (Espanha)

Melhor documentário: “Muitos filhos, um macaco e um castelo” (Espanha)

Melhor estreia de ficção ibero-americana: “Verão 1993” (Espanha).

Melhor montagem: Soledad Salfate (“Uma mulher fantástica”)

Melhor direção de arte: Renata Pinheiro (“Zama”)

Melhor direção de fotografia: Rui Pozas (“Zama”)

Melhor direção de som: Guido Berenblum (“Zama”)

Prêmio platino ao cinema e educação em valores: “Handia” (Espanha)

Melhor minissérie ou série de TV ibero-americana: “O ministério do tempo” (Espanha)

Prêmio Platino de honra do cinema ibero-americano: Adriana Barraza

Fonte: G1

Dupla sertaneja paraense fazem show em Cametá na véspera do feriado

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(Foto: Divulgação)

Nesta segunda-feira (30), a dupla Arthur e Jaqueline realiza no Faleiro Beer House, em Cametá, oeste do Pará, um show para divulgar a nova música de trabalho “bota no 12”, que mistura sertanejo, forró e swing paraense. Além dessa música eles já gravaram mais dois singles: eu te avisei e só com você. O novo hit da dupla já está em todas as rádios do estado e o vídeo clipe gravado no Forte do Castelo, já está disponível no Youtube.

A dupla prestes a completar um ano de carreira, vem ganhando cada vez mais espaço no cenário fonográfico. Formada por Arthur Ladore e Jaqueline Miranda a banda conta com mais novo músicos, fazendo assim um repertório diferenciado e contagiante, sem deixar de incluir outros ritmos musicais. Essa já é a quarta apresentação da dupla em Cametá, que tem um público grande no município, como destaca Arthur: “os shows sempre são lotados, realmente Cametá nos recebe sempre de braços abertos”.

Arthur e Jaqueline contam com uma estrutura de som e iluminação de altíssima qualidade, para agregar: Teclado, guitarra, bateria, baixo, percussão, violão, sanfona, trompete e sax. Os dois já atingem um grande público de fãs e colaboradores que acompanham o trabalho deles.

Serviço:

Show

Data: 30/04

Horário: 19h30

Local: Faleiro Cametá – Pa

Mais Informações:

(91) 982411428 ou (91) 989279349.

E-mail: arthurladorejaqueline@outlook.com

Fonte: Assessoria de Comunicação

Suicídios de adolescentes: como entender os motivos e lidar com o fato que preocupa pais e educadores

Dois casos de suicídio que aconteceram neste mês entre alunos de um mesmo colégio particular de São Paulo ganharam destaque, levando muitos pais e professores a se questionarem sobre como lidar com o tema: há questões especiais às quais é preciso estar atento, já que adolescentes enfrentam dilemas próprios relacionados ao amadurecimento e ao futuro?

G1 buscou estatísticas oficiais, ouviu especialistas de diversas áreas e pais de jovens que tiraram a própria vida para tentar traçar um panorama sobre o que a ciência sabe sobre o tema, como prevenir e qual o nível de risco quando o foco são os adolescentes.

Você vai ver nesta reportagem mais sobre:

  • Números de suicídios no Brasil: 10.575 casos em 2016.
  • Adolescentes: faixa etária tem dilemas específicos aos quais os pais devem ficar ligados.
  • O que se sabe sobre as relações entre transtornos mentais e as causas dos suicídios.
  • Reação das escolas após mortes em SP indica caminhos para lidar com o tema.

No Brasil, em 2016, foram registrados 845 suicídios de adolescentes – o número foi 0,7% menor que em 2015 e representa 8% dos casos de suicídio no país, que naquele ano ficaram em 10.575.

Apesar dos números, a prevenção do suicídio avança. Na década de 1980, estudo nos EUA afirmavam que essas mortes poderiam ocorrer por imitação. E esse trabalho reforçou a ideia de que “não podemos falar sobre o assunto”. Mais de 30 anos depois, a Organização Mundial da Saúde vai na direção contrária, dizendo que, sim, precisamos conversar sobre o suicídio.

“Não é proibido falar, só não podemos falar de forma errada. Não podemos glamourizar, nem ensinar técnicas”, diz o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente eleito da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL).

OS DILEMAS DA IDADE

Se por um lado os adolescentes não são os que mais se matam, por outro a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o suicídio como a segunda maior causa de mortes nessa época da vida.

Na cabeça de pais e educadores surgem as dúvidas: redes e universo digital, cobranças em casa e na escola, álcool, drogas, bullying… Não existe um motivo em comum entre todos os casos, mas a maioria deles está ligada de alguma forma a transtornos mentais, como a depressão. Vale lembrar que nem sempre a causa do transtorno é um problema de desequilíbrio químico – a saúde mental de uma pessoa pode ser afetada, por exemplo, pelo consumo excessivo de substâncias como álcool e drogas. Esse fator afeta todas as faixas etárias, mas entre os adolescentes ele ocorre em cenários específicos.

De acordo com o psiquiatra Elton Kanomata, do hospital Albert Einstein, um primeiro ponto da diferença entre os adolescentes e outras faixas etárias é que eles ainda estão concluindo seu desenvolvimento cerebral.

Suicídio é a segunda maior causa de mortes entre adolescentes, segundo a OMS (Foto: Frédéric Cirou/AltoPress/PhotoAlto/AFP/Arquivo)
Suicídio é a segunda maior causa de mortes entre adolescentes, segundo a OMS (Foto: Frédéric Cirou/AltoPress/PhotoAlto/AFP/Arquivo)

“Toda a parte mental deles está em desenvolvimento. A questão da resiliência e da capacidade de lidar com as frustrações podem não estar prontas”, afirma.

O psiquiatra Antônio Geraldo da Silva corrobora a tese e vai além, lembrando que o cérebro está em formação até os 22 ou 23 anos de idade.

“Nós estamos expondo esses cérebros em formação a vários tipos de estressores. (…) Isso leva à predisposição do aparecimento de doenças mentais, como a depressão”, diz.

Álcool e drogas

Referência na área, um estudo dos cientistas José Manoel Bertolote e Alexandra Fleischmann publicado há mais de 15 anos no periódico científico “World Psychiatry”, do Associação Mundial de Psiquiatria, até hoje é citado por especialistas – incluindo os entrevistados pelo G1.

Os pesquisadores analisaram os dados de 15 mil pessoas que se mataram em todo o mundo, entre 1959 e 2001. A conclusão: o maior percentual dos casos estava ligado à depressão (35,8%) e, em segundo lugar, estavam os transtornos decorrentes do abuso de substâncias lícitas, como o álcool e o cigarro, e também das ilícitas.

Transtornos detectados em suicidas
Dados foram extraídos de pesquisa com mais de 15 mil pacientes
Distúrbios de humor, como a depressão: 35,8Transtornos por abuso de substâncias: 22,4Esquizofrenia: 10,6Distúrbios de personalidade: 11,6Ansiedade: 6,1Outros: 13,5
Fonte: José Manoel Bertolote e Alexandra Fleischmann

Em um cérebro totalmente desenvolvido, o excesso dessas substâncias já contribui de uma maneira negativa, de acordo com os psiquiatras. No caso dos adolescentes, pode ser ainda pior. É um dos motivos para a proibição da venda pela indústria nesta faixa etária.

“O uso de substâncias é o segundo fator que mais contribui para o suicídio, tanto por uma questão da alteração de humor devido ao uso, tanto quanto pelo uso agudo que, às vezes, podem levar a uma psicose induzida”, disse Kanomata.

Há, ainda, a suspeita de que alguns antidepressivos possam influenciar o “impulso” suicida. Não há um consenso entre especialistas, mas as bulas da maioria dos medicamentos trazem a informação de que “casos isolados de ideação e comportamentos suicidas foram relatados durante o tratamento”.

Segundo Kanomata, é preciso confirmar se esses casos isolados devido ao consumo de antidepressivos tinham uma causa direta: tomou remédio e teve uma reação adversa que trouxe o impulso suicida.

Há também outra hipótese: a ação antidepressiva, de melhorar o humor, leva de duas a quatro semanas para ter efeito na maioria dos remédios, segundo os psiquiatras. Enquanto isso, a melhoria da parte física, do vigor do paciente, já ocorre pouco tempo após as primeiras doses.

É neste momento de recuperação do vigor físico, mas não da saúde mental, que os médicos avaliam que pode ocorrer a tentativa de suicídio. Por isso, é necessário um acompanhamento de perto, além de tratamento psicoterápico constante na fase em que o remédio ainda não começou a agir totalmente.

Proteção e bolha

Mário Corso, psicanalista de Porto Alegre, concorda que o problema do suicídio na adolescência é composto de muitos fatores e diz que, além dos itens já bastante mencionados, como a formação do cérebro, o momento da vida de aprender a viver sem os pais, da pressão por definir uma carreira e dos hormônios típicos dessa faixa etária, o contexto dessa atual geração de jovens também deve ser levado em conta.

Pressão da escola pode desencadear transtornos mentais em adolescentes (Foto: Voisin/Phanie/AFP/Arquivo)
Pressão da escola pode desencadear transtornos mentais em adolescentes (Foto: Voisin/Phanie/AFP/Arquivo)

“É na adolescência que o sujeito se dá conta do mundo onde ele vive. Como a infância é cada vez mais protegida, é uma grande bolha, existe um degrau muito alto entre a saída da infância e a chegada no mundo adulto, que acontece na adolescência. ”

Segundo Corso, não é ruim a infância ser um momento de superproteção às crianças, mas um dos efeitos colaterais é que o adolescente não cria “anticorpos para suportar o mal-estar civilizatório”, especialmente no mundo atual, onde a impressão é de crise generalizada.

“É um lugar muito sem utopia, sem esperança, e assim dá um desespero. É uma depressão típica da adolescência, você se dá conta do peso do mal-estar no mundo, e isso varia conforme o ambiente político e cultural.”

SUICÍDIO: EM BUSCA DE EXPLICAÇÕES

Para aqueles que perderam alguém, é comum o relato das dificuldades para encontrar uma “justificativa” para o ato. Eles também apontam que não é fácil identificar transtornos e sinais, até mesmo com ajuda profissional. “A gente achava que era coisa da adolescência”, conta Terezinha do Carmo Guedes Máximo, de 45 anos.

Marina, a filha de Terezinha, se matou aos 19 anos, depois passar por diferentes fases desde os 16 anos: houve um período em que a família julgava que a irritação era efeito da Tensão Pré-Menstrual, as automutilações estavam ligadas a um possível diagnóstico de Boderline. Durante vários meses, a jovem passou por diversos psiquiatras, foi atendida por dois profissionais psicoterapeutas e também tomou medicação de forma controlada, além do constante acompanhamento, para não ficar sozinha.

A família via sinais de melhora e confiava que era “questão de tempo” até ela superasse o quadro depressivo, mas mesmo assim ela tirou a própria vida. “Ela não quis estar aqui. O desespero dela era tão grande que ela preferiu ir para alguma coisa que ela não sabe o que era. A parte mais difícil é reaprender a viver sem a pessoa, e ter certeza de que você não teve culpa”, desabafa Terezinha.

O que é um conjunto de dúvidas para os “sobreviventes enlutados” ganha certa clareza para a ciência atual. A depressão é apontada como o principal transtorno sofrido pelos suicidas, mas isso não significa que todo depressivo é um suicida em potencial, nem que todo suicida sofria de depressão.

A solução para isso, segundo Antônio Geraldo da Silva, seria acabar com o preconceito e o medo de falar de doenças como a depressão. E ampliar o acesso ao tratamento na rede pública. Mas não somente da depressão: também o alcoolismo, a ansiedade, a esquizofrenia e a Síndrome de Borderline (caracterizada por instabilidade de humor, de comportamento e de relacionamento).

ESCOLAS APRENDEM O SIGNIFICADO DA POSVENÇÃO

Os casos recentes no Colégio Bandeirantes, em São Paulo, também levaram para as salas de aula o debate sobre como lidar com um tema que é tabu. E sobre como fazer a posvenção, ou seja, o trabalho de apoio para quem está em luto e afetado por um suicídio.

Depois dos episódios, o Bandeirantes afirmou em nota que “conta com a assessoria de uma das maiores especialistas de prevenção ao suicídio do país e, desde o primeiro acontecimento, tem realizado diversas ações direcionadas aos alunos, bem como à equipe pedagógica e aos funcionários para lidar com o ocorrido”.

Em entrevista ao G1, Karina Okajima Fukumitsu, psicóloga contratada pelo colégio, afirma que os dois casos só têm em comum o fato de envolverem a mesma escola, e diz que não houve “suicídio por contágio”. Mesmo assim, os acontecimentos fizeram com que a procura de pais pelas palestras sobre o assunto, oferecidas por ela, tenha sido mais que o dobro do esperado. “Em 20 minutos esgotamos todas as vagas”, disse ela.

Dedicada ao estudo do suicídio há nove anos, Karina explica que família e escola têm papéis diferentes e complementares na formação dos adolescentes. Segundo Karina, o professor alertar os pais quando um aluno começa a apresentar mudança de comportamento, humor ou rendimento acadêmico é um dos exemplos de integração que ajuda na prevenção.

Karen Scavacini, do Instituto Vita Alere, afirma, porém, que a formação dos educadores e inclusive dos psicólogos que atuam nas escolas ainda não contempla os conhecimentos necessários para o trabalho de prevenção ao suicídio. Ela afirma que o Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo aborda o suicídio em uma de suas disciplinas, mas que o tema é abordado com mais frequência em palestras pontuais. “E eu não conheço nenhuma faculdade de pedagogia que tenha disciplina de prevenção e posvenção de suicídio.”

Por isso, segundo ela, a demanda pelos serviços de organizações dedicadas especificamente ao assunto cresce sempre que um caso atinge uma escola, ou quando o suicídio invade a opinião pública, como ocorreu com o “Desafio da Baleia Azul” e com a série “Treze razões porquê”.

Nas escolas, Karina Fukumitsu afirma que um protocolo de posvenção deve ser implantado quando um caso de suicídio entre os estudantes é registrado, mesmo que o fato não ocorra dentro da instituição. O trabalho, segundo ela, deve ser feito tanto com os colegas da sala do estudante quanto com os demais alunos da escola, além dos professores e funcionários.

Em vez de aulas normais, a primeira etapa é reunir os colegas em uma roda de conversa, para escutar o que cada um está sentindo.

“Eles precisam lidar com o esvaziamento, inclusive da carteira da pessoa. Às vezes, quando uma pessoa se mata, ela se torna mais presente do que era antes. É uma ‘presença ausente’ que acontece depois do suicídio.”

Na hora da conversa, é importante não deslegitimar o sentimento de cada um, ressalta Karina. “O que costumo falar é que está todo mundo em carne viva. A gente vai recolher esses escombros e criar estratégias unidos, porque é isso que faz diferença: estar junto nessa situação.”

Karen Scavacini, do Vita Alere, lembra que, por causa da faixa etária, o suicídio entre adolescentes é especialmente sensível porque, para muitos, será o primeiro luto. Por isso, após um primeiro momento de trabalho em grupo, os professores, orientadores e demais profissionais da escola devem manter a atenção para identificar os estudantes mais vulneráveis e alertar os pais, para que eles possam oferecer auxílio individualizado.

No entanto, Karina ressalta que não é o caso de se falar em “suicídio por contágio”.

“Não é que o suicídio de uma pessoa vai induzir o suicídio do outro. O suicídio de uma pessoa da escola (…) pode atingir uma pessoa que já está vulnerável e propensa a se matar”, explica.

Para ela, cada caso é o ápice de um processo interno de alguém que já está “definhando existencialmente”.

O psicanalista Mário Corso completa dizendo que, se um adolescente se mata, a escola deve falar sobre suicídio, mas sem romantizá-lo. “Depois que se suicidou, parece que ele tinha uma mensagem, fica uma leitura a posteriori para o caso. A gente fica tomado nessa ideia do suicida como herói romântico. Mas viver é que é difícil. Heroísmo é sobreviver, é ficar no mundo e ajudar os outros, não ir embora.”

Fonte: G1

Desemprego sobe a 13,1% em março e atinge 13,7 milhões de pessoas

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O índice de desemprego no Brasil atingiu 13,1% no trimestre encerrado em março de 2018, maior nível desde maio do ano passado. Isso significa que 13,7 milhões de pessoas estão desempregadas no país. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua.

A taxa ficou maior do que a registrada no trimestre móvel encerrado em fevereiro, de 12,6%, na terceira alta consecutiva após nove trimestres de queda. O índice, porém, ainda ficou abaixo do registrado em igual trimestre móvel do ano passado, de 13,7%.

O resultado veio acima do esperado pelo mercado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 12,9% no período.

Os dados do IBGE mostram que na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, o número de desempregados no país aumentou em 1,379 milhão de pessoas, o que representa uma alta de 11,2%. Já no confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 14,2 milhões de desocupados, houve queda de 3,4%. (menos 487 mil pessoas desocupadas).

Já a população ocupada no país ficou em 90,6 milhões, queda de 1,7% em relação ao trimestre encerrado em dezembro, quando era de 92,1 milhões. Segundo o IBGE, o contingente de ocupados é o menor desde julho, quando também ficou em 90,6 milhões.

Na comparação anual (trimestre contra o mesmo trimestre do ano anterior), a queda de 3,4% foi “a primeira estatisticamente significativa da população ocupada” desde o trimestre terminado em junho de 2014, destacou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo.

Nº de trabalhadores com carteira é o menor desde 2012

O contingente de trabalhadores com carteira assinada caiu 1,2% frente ao trimestre anterior, uma redução de 408 mil pessoas, e ficou em 32,9 milhões, o menor de toda a série da pesquisa, iniciada em 2012, segundo o IBGE. A máxima foi registrada em junho de 2014, quando foram registrados 36,8 milhões de empregos formais.

Desemprego volta a subir e atinge quase 13,7 milhões de brasileiros, diz IBGE

O número de empregados sem carteira também caiu frente ao trimestre anterior, para 10,7 milhões de pessoas, uma redução de 402 mil trabalhadores. Segundo Azeredo, foi a primeira queda nesta base de comparação desde o trimestre terminado em março do ano passado. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior entretanto, o número de trabalhadores sem carteira cresceu 5,2% (mais 533 mil pessoas).

Já a categoria dos trabalhadores por conta própria ficou estável na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, em 23 milhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 3,8% (mais 839 mil pessoas).

Apesar do aumento do nível de desemprego, o coordenador da pesquisa afirma que o resultado mostra que o cenário do mercado de trabalho está “mais favorável” que no primeiro trimestre do ano passado. Ainda segundo o pesquisador, a queda de 1,5 milhão no número de trabalhadores ocupados está diretamente relacionado a um efeito sazonal, que afetou tanto o emprego com carteira assinada quanto o sem carteira assinada.

“É comum ter corte de vagas devido à sazonalidade, já que no final do ano há contratação de grande número de trabalhadores temporários. O mercado continua sem capacidade de reter esses temporários”

Segundo Azeredo, o que mais denota o quanto o mercado de trabalho ainda está em crise é o volume de pessoas ocupadas com carteira de trabalho assinada, que atingiu o menor contingente da série. “Em três anos, o país perdeu 4 milhões de carteira de trabalho assinada”, destacou.

Ele ponderou, no entanto, que vem perdendo ritmo a queda de trabalhadores com carteira assinada. Na comparação com o trimestre terminado em março do ano passado, a redução foi de 1,5%, enquanto já chegou a cair 4,1% entre junho de 2015 e junho de 2016.

O que diz o governo

Em nota, o Ministério do Trabalho disse que a comparação relevante deve ser feita com o mesmo período do ano passado e destacou que, de acordo com os dados do Caged, o primeiro trimestre de 2018 apresentou um crescimento de 204.064 vagas de empregos formais, “indicando a tendência de recuperação dos empregos no país”.

“Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, o índice de desemprego caiu de 13,7% para 13,1%, uma redução de 0,6 ponto percentual. A comparação com o último trimestre de 2017 é inadequada em razão da sazonalidade do mercado de trabalho – grande número de contratações de final de ano, com dispensa no período seguinte. Compensada a sazonalidade, verifica-se a melhora do mercado, traduzido no saldo positivo de contratações e na queda da taxa de desemprego”, afirmou o ministério.

Rendimento fica estável

O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 2.169 no trimestre de janeiro a março de 2018, o que segundo o IBGE representa estabilidade frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2017 (R$ 2.173) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.169).

A massa total de rendimento de todas as pessoas ocupadas no país também permaneceu estável, em ambas as comparações, em R$ 191,5 bilhões no trimestre.

A dificuldade da economia de engatar movimento sustentado de alta vem levando economistas a reduzirem suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A previsão dos analistas do mercado financeiro, segundo a última pesquisa focus do Banco Central, caiu de 2,76% para 2,75%. Foi a quarta queda seguida do indicador. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%.

Fonte: G1

Deputado Wladimir Costa dá tapa na cara de professor no interior do Pará

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O deputado federal Wladimir Costa (SD) declarou que “não é obrigado a aceitar agressões verbais com palavras de baixo calão”, em nota divulgada pelo Partido Solidariedade nesta sexta-feira (27) sobre vídeo que circulou nas redes sociais mostrando ele agredindo um homem em um evento da prefeitura de Jacundá, no sudeste do Pará.

O vídeo mostra o deputado discursando quando reclamou de ser interrompido. Ele diz que vai deixar o cidadão falar ao microfone e então é questionado sobre a tatuagem com o nome do presidente Michel Temer. “Me explica a tatuagem do Temer na tua bunda, por favor?”.

Em seguida, o parlamentar dá um tapa na cara do cidadão e diz “Respeita a cara de homem, vagabundo. Homem safado apanha na cara”.

De acordo com a nota, o deputado havia parado o pronunciamento para se dirigir ao cidadão “num gesto democrático” para oferecer-lhe a palavra e dando oportunidade de se manifestar, “mantendo o bom nível do discurso”.

A nota diz que o parlamentar é contra toda e qualquer forma de agressão, contudo não se manterá inerte todas as vezes em que for xingado ou agredido fisicamente.

Após a confusão, deputado diz que vai continuar o evento e que “pode filmar e botar nas redes sociais”.

De acordo com a assessoria, o deputado fez uma denúncia contra o cidadão à polícia local e disse que pretende acioná-lo na Justiça. O deputado alega que o cidadão havia lhe dado um chute.

A Polícia Civil informou que a vítima das agressões, o professor Therezo de Soyza Neto, compareceu à delegacia de Jacundá, na noite quinta-feira (26), para registrar boletim de ocorrência contra o deputado federal. Ele acusa Wladimir de suposta agressão física. O ex-vereador foi chamado para prestar depoimento e também recebeu encaminhamento para passar por exame de corpo de delito.

G1 entrou contatou a Prefeitura de Jacundá e o Governo do Pará, que estaria apoiando o evento.

Nota do Sintepp

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação Público do Pará (Sintepp) disse em nota que repudia a agressão do deputado contra o professor Terezo Neto. “Em meio a um evento de inauguração de um parque de diversão para crianças, nada mais constrangedor, paradoxo e repugnante a violência praticada por um personagem de mandato político federal investigado e cassado por corrupção”, diz a nota. O Sintepp disse que agressão ocorreu após a manifestação de protesto do professor, “demonstrando a intolerância e insanidade que lhe é muito peculiar ao longo de sua carreira política”.

O Sintepp diz ainda que “se solidariza ao professor e orienta que se tome as providências cabíveis jurídicas contra este lamentável e triste acontecimento que afronta a democracia do nosso país, principalmente pelos que deveriam zelar e tolerar as reações advindas de um cenário político empobrecido por uma corrupção que debocha do povo brasileiro, como assim o fez o referido deputado da tatuagem”. O sindicado reivindica que a reação de autoridades governamentais e judiciais no caso.

Confira nota do Partido Solidariedade na íntegra

O Deputado Federal Wladimir Costa, do Partido Solidariedade Pará, vem a público se manifestar em relação ao vídeo que está circulando na internet com imagens de uma situação ocorrida no dia 25 de abril na cidade de Jacundá.

Na noite do dia 25, o Deputado Wlad esteve na cidade para participar de uma reunião que contava com a presença de autoridades do município e da população, ocasião em que, além de prestar contas do seu trabalho como parlamentar, realizaria a entrega de um parque infantil e uma academia ao livre, fruto de suas conquistas junto ao governo federal por meio das emendas parlamentares.

O evento em Jacundá é apenas mais um dos inúmeros eventos e reuniões com a presença do Deputado Wlad, que tem se dedicado a visitar todos os 144 municípios do Estado do Pará, levando políticas públicas, entregando obras, títulos de terra, ambulâncias, aparelhos hospitalares, quadras poliesportivas, parques infantis e uma série de benefícios à população paraense.

Porém, desde a sua chegada à cidade, o Deputado Wladimir Costa passou a ser alvo de insultos, xingamentos e ofensas proferidas pelo rapaz que aparece no vídeo sem se identificar (depois chegou a informação de que tratava-se de um professor e ex-vereador de Jacundá muito criticado pela população). Ele estava ali única e exclusivamente para ofender o parlamentar, sem, inclusive, se importar com a presença de crianças, mulheres e idosos que faziam parte da reunião.

Diante dos inúmeros insultos e agressões verbais, o Deputado Wlad parou o seu pronunciamento e se dirigiu até o agressor e, num gesto democrático, ofereceu-lhe a palavra, dando-lhe a oportunidade de se manifestar, mantendo o bom nível do discurso.

Entretanto, ao se aproximar do agressor no momento em que lhe concedeu a palavra, o Deputado foi novamente ofendido em sua moral ao ser questionado sobre a existência de uma “tatuagem em sua bunda”, além de levar um chute do ex-vereador.

Diante dessa sequência de ofensas, por se tratar de uma pessoa pública, que estava ali naquele momento no uso de suas atribuições como parlamentar, mas acima de tudo como homem, pai de família e cidadão, o Deputado Wlad reagiu como forma de compelir a injusta agressão que vinha sofrendo. A reação a ofensas descabidas a homens públicos já foi vista, inclusive em outros casos, quando políticos, incluindo um deputado e um senador, se sentiram agredidos e precisaram se defender.

É importante destacar também que, ao contrário do que muitos têm dito sobre homens que seguraram o rapaz após o ocorrido, o deputado não tem seguranças e nunca anda acompanhado de qualquer pessoa com esse fim. Portanto, não tem qualquer relação com aqueles homens.

No mais, vale ressaltar ainda que o Delegado de Polícia da cidade de Jacundá estava presente no local, justamente por ter sido acionado pela própria população, a fim de conter as agressões verbais que vinham sido propagadas pelo ex-vereador. Mas o agressor não respeitou nem sequer a presença da autoridade policial e continuou desferindo palavrões e ofensas na presença de todos.

O deputado declara também que aceita receber críticas respeitosas de qualquer cidadão, mas não é obrigado a aceitar agressões verbais com palavras de baixo calão. O parlamentar informa que já denunciou o agressor à polícia local e pretende acioná-lo na Justiça, acreditando na isenção das autoridades policiais, do Ministério Público e do Judiciário.

Por fim, o Deputado Wlad faz questão de pontuar que continuará percorrendo o Estado do Pará no seu papel de parlamentar eleito por 4 mandatos consecutivos, bem como que é contra toda e qualquer forma de agressão, contudo não se manterá inerte todas as vezes em que for agredido, seja verbal ou fisicamente.

Fonte: G1