Príncipe Harry e Meghan Markle se casam em cerimônia que uniu tradição e modernidade

O príncipe Harry e a atriz norte-americana Meghan Markle casaram-se neste sábado (19) na Capela de São Jorge, no castelo de Windsor.

Com isso, Meghan é a mais nova plebeia a ser tornar membro da realeza britânica, concretizando o enlace que nas últimas semanas tomou conta do noticiário no mundo todo.

Lotada de celebridades, a emocionante cerimônia misturou elementos tradicionais e modernos.

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, líder espiritual da Igreja Anglicana, tomou os votos matrimoniais dos noivos, que passaram grande parte da cerimônia de mãos dadas.

A cerimônia teve diversos momentos emocionantes, como o sermão do bispo americano Michael Curry e a versão da música “Stand By Me” cantada por um coro gospel.

Após a polêmica provocada pela ausência de seu pai Thomas Markle, Meghan entrou sozinha na capela, acompanhada por dez crianças que fizeram pares de damas de honra e pajens, entre eles o príncipe George e a princesa Charlotte, filhos do príncipe William e de Kate Middleton.

O pai de Meghan passou por uma cirurgia no coração recentemente. A alegação médica foi dada depois que Thomas ganhou destaque nos jornais ao ser descoberto por aceitar ser fotografado por um paparazzo em troca de dinheiro.

Com a ausência de Thomas, o príncipe Charles – pai de Harry e William – levou Meghan até o altar. Ela deu o braço ao sogro, o príncipe Charles, apenas nos metros finais.

Seguindo a tradição iniciada com a princesa Diana, em 1981, Meghan decidiu não pronunciar a palavra “obedecer” dos tradicionais votos de casamento. Em inglês, os votos tradicionais para a mulher costumam citar “love, cherish and obey” (amar, cuidar e obedecer, em português). Meghan disse apenas “love and cherish” (amar e cuidar). Isso já é comum em casamentos no Reino Unido, mas, em relação à família real, a escolha pode ser considerada moderna.

Depois do casamento na capela, os agora duque e duquesa de Sussex, deixaram a igreja e entraram em uma carruagem aberta para saudar as milhares de pessoas que acompanharam a cerimônia em telões.

Tiara e vestido

Meghan usou um vestido branco criado pela estilista britânica Clare Waight Keller, diretora artística da marca francesa Givenchy, com um véu, decote canoa e o cabelo com uma tiara, enquanto Harry usava o uniforme de gala militar.

A tiara de diamantes usada por Meghan era da rainha Mary, que foi dada para sua neta, a rainha Elizabeth II. O acessório foi feito em 1932 no Reino Unido, sendo que o broche central é datado de 1893. Os brincos e o bracelete da noiva eram Cartier.

O véu tem cinco metros de comprimento e é feito de tule de seda com flores bordadas à mão em fios de seda e organiza.

O buquê de flores foi elaborado pela florista Philippa Craddock e inclue algumas flores do jardim privado do Palácio de Kensington, que agora abrigará Meghan.

A noiva seguiu para a igreja a bordo de um Rolls-Royce Phantom IV, ao lado de sua mãe Doria Ragland.

Convidados

O cantor Elton John, a apresentadora de TV Oprah Winfrey, os atores George Clooney e Idriss Elba, o ex-jogador de futebol David Beckham, estavam na igreja de São Jorge, que abriga o túmulo de reis e recebeu neste sábado o 16º casamento real desde 1863.

Também foram à cerimônia Cressida Bonas e Chelsy Davy, ex-namoradas de Harry.

As primas do príncipe Harry Eugenie e Beatrice, que ousaram com chapéus extravagantes no casamento de William, foram mais “contidas” na cerimônia deste sábado.

Amal Alamuddin e George Clooney chegam para o casamento real (Foto: Gareth Fuller/pool photo via AP)
Amal Alamuddin e George Clooney chegam para o casamento real (Foto: Gareth Fuller/pool photo via AP)
David e Victoria Beckham (Foto: Chris Radburn/pool via AP)
David e Victoria Beckham (Foto: Chris Radburn/pool via AP)

Festa privada

Após o passeio de carruagem diante do público começa a parte privada do casamento, com um almoço oferecido por Elizabeth II no castelo de Windsor e uma festa à noite na mansão Frogmore, presente do pai do noivo, o príncipe Charles.

Nas ruas de todo país foram organizadas festas e o dia acabará com a aguardada concessão que permite aos pubs funcionar até mais tarde que o habitual.

O grande evento foi cercado por muitas medidas de segurança no país, que sofreu cinco atentados em 2017, com um balanço de 36 mortos e dezenas de feridos.

Cerimonial divulga foto do bolo do casamento (Foto: Reprodução/TV Globo)
Cerimonial divulga foto do bolo do casamento (Foto: Reprodução/TV Globo)

Duque e duquesa

Neste sábado, a rainha Elizabeth II nomeou Harry duque de Sussex, conde de Dumbarton e barão de Kilkeel, respectivamente, um título nobiliário inglês, escocês e norte-irlandês, como determina a tradição. Meghan passa a ostentar os mesmos títulos após o casamento.

Atriz trans e diretora de arte brasileira ganham o V Prêmio Platino de Cinema

A atriz transgênero Daniela Vega estrela o filme 'Uma mulher fantástica', ganhador do prêmio Platino de cinema ibero-americano (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O Chile foi o país protagonista da quinta edição dos Prêmios Platino do Cinema Ibero-americano, que deu a “Uma fulher fantástica” cinco estatuetas estatuetas de melhor filme, diretor, roteiro e atriz para o país.

Grito contra os preconceitos da sociedade contra as pessoas transexuais, o longa era favorito com nove indicações. A cerimônia aconteceu neste domingo (29) no Teatro Gran Tlachco do Parque ecoturístico Xcaret, na Riviera Maya, México.

“Uma mulher fantástica” já tinha sido premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro, por isso que não surpreendeu que levasse o Platino de melhor filme, melhor diretor, melhor atriz, melhor roteiro e melhor montagem.

Só o argentino “Zama”, que concorria em oito categorias, conseguiu chegar perto, ficando com a maioria dos prêmios técnicos: melhor direção de arte (para a brasileira Renata Pinheiro), melhor direção de fotografia e melhor direção de som.

O diretor de “Uma fulher fantástica”, o chileno Sebastián Lelio, foi escolhido melhor diretor, disputando com os espanhóis Isabel Coixet e Álex de la Iglesia, o cubano Fernando Pérez e a argentina Lucrecia Martel.

Este prêmio não foi uma experiência nova para o chileno, visto que em 2014 já tinha ganhado a estatueta de melhor direção com seu filme “Gloria”.

A famosa atriz chilena Daniela Vega, indiscutível protagonista da festa por sua reivindicação a favor dos direitos das mulheres, acumulou com o Platino um novo prêmio pela sua interpretação em “Uma mulher fantástica”.

“Peço um aplauso às mulheres ibero-americanas que estão nos vendo para que saibam que não estão sozinhas. Lutaremos no cinema para a igualdade”, disse Daniela Vega ao apresentar os prêmios de melhor ator e atriz de série de TV, provocando um sonoro aplauso.

O único grande prêmio que não levou o filme chileno foi o de melhor ator, embora este tenha ido para as mãos de um ator chileno, Alfredo Castro, pelo seu trabalho em “Los perros”.

A Espanha também teve um lugar de destaque na cerimônia com os prêmios de melhor estreia, melhor filme documentário, melhor animação, melhor série de TV e melhor atriz de série de TV.

O filme catalão “Verão 1993”, de Clara Simón, cumpriu as expectativas como favorito ao ganhar como melhor estreia, assim como a atriz Blanca Suárez, premiada pela sua interpretação na popular série “As telefonistas”.

O filme espanhol “Muitos filhos, um macaco e um castelo”, dirigido por Gustavo Salmerón, venceu como melhor documentário. Já “O ministério do tempo” levou o prêmio de melhor série de TV.

“Tadeo Jones 2. O Segredo do Rei Midas” venceu o Platino de melhor filme de animação.

Além disso, o filme basco “Handia”, ganhador de 10 prêmios Goya, levou o Platino de prêmio ao cinema e à educação em valores.

A Argentina completou o elenco de premiados com a melhor interpretação masculina em série de televisão, que foi para Julio Chávez por “O Mestre”, e a melhor trilha sonora por “A Cordilheira”.

Um dos momentos mais intensos da festa foi protagonizado pela famosa atriz mexicana Adriana Barraza, que após receber o Platino de Honra 2018 citou palavras emocionadas sobre os três estudantes de cinema mexicano assassinados recentemente pelo crime organizado.

“Como ser humano lamento profundamente que todos nós tenhamos perdido a possibilidade de ver um filme deles”, disse a atriz, que dedicou parte da sua vida a formar cineastas.

Os momentos de mensagens da festa também vieram da própria organização que decidiu entregar conjuntamente os prêmios de melhor ator e atriz para “pedir a igualdade entre homens e mulheres”, explicou o apresentador, Eugenio Derbez.

Um “Lula livre!” foi citado pela brasileira Renata Pinheiro, ganhadora do Platino de melhor direção de arte por “Zama”, que exigiu entre aplausos a liberdade do ex-presidente brasileiro.

Também houve alegações pela diversidade do mundo ibero-americano, como o que fez Javier Olivares, roteirista de “O ministério do tempo”: “Foi falado aqui catalão, basco, espanhol e português. Que nunca percamos esta diversidade”.

Veja, abaixo, os ganhadores do V Prêmios Platino 2018:

Melhor filme ibero-americano de ficção: “Uma mulher fantástica” (Chile, Espanha)

Melhor direção: Sebastián Lelio (“Uma mulher fantástica”)

Melhor roteiro: Sebastián Lelio e Gonzalo Maza (“Uma mulher fantástica”).

Melhor ator: Alfredo Castro (“Los perros”)

Melhor atriz: Daniela Vega (“Uma mulher fantástica”)

Melhor trilha sonora: Alberto Iglesias (“A cordilheira”)

Melhor ator em minissérie ou série de TV: Julio Chávez (“O mestre”)

Melhor atriz em minissérie ou série de TV: Blanca Suárez (“As telefonistas”)

Melhor animação: “Tadeo Jones 2: O segredo do Rei Midas” (Espanha)

Melhor documentário: “Muitos filhos, um macaco e um castelo” (Espanha)

Melhor estreia de ficção ibero-americana: “Verão 1993” (Espanha).

Melhor montagem: Soledad Salfate (“Uma mulher fantástica”)

Melhor direção de arte: Renata Pinheiro (“Zama”)

Melhor direção de fotografia: Rui Pozas (“Zama”)

Melhor direção de som: Guido Berenblum (“Zama”)

Prêmio platino ao cinema e educação em valores: “Handia” (Espanha)

Melhor minissérie ou série de TV ibero-americana: “O ministério do tempo” (Espanha)

Prêmio Platino de honra do cinema ibero-americano: Adriana Barraza

Fonte: G1

‘Jovens gays vão se ver no filme’, diz autora de ‘Com Amor, Simon’

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(Foto: Divulgação)

Becky Albertalli acertou em cheio: seu primeiro livro, Com Amor, Simon (tradução de Regiane Winarski; Intrínseca; 272 páginas; 34,90 reais, o impresso e 22,90 reais, o digital) teve direitos adquiridos e virou filme, com estreia prevista no Brasil no dia 5 de abril. A trama acompanha um jovem gay de 17 anos durante o Ensino Médio, que se apaixona por um colega de sala anônimo, com quem conversa por e-mail.

Formada em psicologia, a autora americana defende o surgimento de novas ficções com personagens LGBT. “Há muitas crianças que vão ver a si mesmas nesses livros e filmes. Eu mesma cresci sem ver certos aspectos da minha identidade representados na arte ou na mídia”, afirma em entrevista. Ver-se representado, diz, dá força para o jovem assumir a sua singularidade. Ninguém é igual a ninguém, afinal de contas.

De fato, Becky diz ter recebido relatos de adolescente que assumiram a sexualidade para a família e amigos depois de ler o livro. “Eu recebo e-mails e mensagens nas redes sociais de pessoas que se viram no Simon e é muito especial, como uma autora, ter esse tipo de feedback.”

Com Amor, Simon, o filme, conta com os atores de 13 Reasons Why, Katherine Langford e Miles Heizer, e será protagonizado por Nick Robinson (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros). A direção é de Greg Berlanti, produtor americano assumidamente gay, que trabalhou em séries de TV como ArrowFlash e Supergirl.

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(Foto: Divulgação)

Quando você decidiu mudar de profissão para se tornar escritora? Eu sempre quis escrever um livro, mas não achava realista para mim. Quando o meu filho mais velho nasceu, tirei uma licença maternidade extra, antes de engatar outro emprego. Eu estava em casa com ele e decidi tentar escrever o livro que sempre quis fazer. Esse livro acabou se tornando o Simon. Na questão de publicação, as coisas aconteceram rápido. E eu não voltei mais para o consultório.

Você trabalhava com adolescentes como psicóloga e agora escreve para eles. Sua conexão com esse público é forte? Eu não acho que isso seja uma coincidência. Eu sempre me senti conectada com adolescentes. Lembro muito da minha adolescência. Foi um momento importante da minha vida e, logo que me tornei psicóloga, comecei a trabalhar com eles. Eu os amo. Amo a paixão e a curiosidade deles, o jeito como eles veem o mundo.

Você tinha a ideia de escrever sobre um protagonista gay desde o começo? É um pouco difícil de lembrar, porque nunca pensei que esse livro seria publicado. Nem achava que terminaria de escrevê-lo. A escrita foi muito orgânica. Mas o Simon sempre foi gay.

A sua formação como psicóloga foi importante para a escrita do livro? Eu atuei como psicóloga por dois anos e foi importante no sentido de entender as dificuldades da comunidade LGBT e os problemas dos adolescentes. E ser uma psicóloga envolve empatia, tentar entender as pessoas, habilidades que usei como escritora. O que é importante enfatizar é que meus livros não são baseados em pessoas que atendi. Isso não me deixaria só com problemas legais, mas éticos também. É completamente errado. Eu nunca basearia meus personagens em uma pessoa real. Isso é algo que tento deixar claro. Simon não é inspirado diretamente em ninguém. Mas acho que, por ter trabalhado com homossexuais adolescentes e adultos, pude escrever o Simon com maior consciência dos problemas a que adolescentes gays estão mais sujeitos ultimamente, mas, certamente, não há uma inspiração específica.

É evidente o crescimento de livros e filmes que retratam a diversidade da comunidade LGBT. Por que você acha que isso está acontecendo agora? De um lado, é animador ver isso acontecer, mas, de outro, ainda está longe de como realmente deveria ser. Estamos vendo mais filmes sobre membros de toda a comunidade LGBT, mas muitos são apenas sobre a parte G da sigla. É claro que há exceções, mas muitas dessas histórias são sobre personagens brancos, de classe média. Para mim, o que é especial sobre o filme Com amor, Simon, é que, mesmo eu tendo escrito o livro como uma pessoa de fora, o diretor é um membro da comunidade. O Greg (Berlanti) pôde trazer novas nuances ao filme, que eu acho que adiciona tanto à história. Isso me deixa muito grata.

Qual é a importância de mostrar essa diversidade em livros e filmes? Há muitas crianças que vão ver a si mesmas nesses livros e filmes. Eu mesma cresci sem ver certos aspectos da minha identidade na mídia e eu sei que isso é realidade para muitas crianças. Há muitas comunidades que não recebem atenção. Uma das coisas que achei importantes quando estava escrevendo, e que a equipe responsável pelo filme também entendeu, é que personagens como Abby e Bram sejam negros. E no filme eles mostraram ainda mais diversidade do que no meu livro. Isso significou muito para mim, porque senti que eles realmente entenderam a mensagem do livro.

Como você sente a resposta do público ao livro? Na maior parte, é positiva. Eu tento evitar ler a respeito, porque tenho certeza de que há mensagens bastante negativas por aí. Mas, pelo que chega até mim, me sinto sortuda com os leitores que tenho. A audiência parece maior a cada dia, o que me faz pensar que as crianças estão se conectando com o livro. Muitos já me contaram que se inspiraram no Simon para sair do armário. E aqueles que vivem em lugares em que não é seguro se assumir tomaram Simon como amigo. Eu recebo e-mails e mensagens nas redes sociais de pessoas que se viram no Simon e é muito especial, como uma autora, receber esse tipo de feedback.

Em 2016, foi ao ar a primeira cena de sexo gay da TV aberta brasileira. O canal recebeu muitas críticas de pessoas que defenderam que crianças poderiam ter a sexualidade influenciada pela cena, embora a exibição tenha sido tarde. Como você avalia esse pensamento? Sempre há gente que de alguma forma não será receptiva. Espero que, com o tempo, a população em geral fique mais progressiva. As pessoas mais jovens são, geralmente, mais abertas. E as gerações mais velhas de hoje estão mais progressivas do que nunca. É importante continuar brigando pela representatividade, não importa o que as pessoas achem. Os argumentos de quem se opõe a dar espaço para a comunidade LGBT são ridículos. Se o raciocínio deles fosse lógico, ninguém seria gay, porque há tantos héteros na mídia.

Você já recebeu esse tipo de comentário pelo seu trabalho? Um pouco. Mas consigo aguentar. Se as pessoas querem reclamar de um livro que eu escrevi, por qualquer motivo, traga isso para mim. O que me incomoda é quando alguém reclama publicamente e fico pensando se os adolescentes vão ficar lendo esses comentários homofóbicos. Por sorte, isso não aconteceu muito.

Você teve acesso a algum tipo de pesquisa sobre a comunidade LGBT enquanto escrevia o livro? Quando era aluna de graduação e trabalhava junto à comunidade, coloquei como prioridade educar a mim sobre alguns desses problemas. No meu trabalho como psicóloga, continuei a juntar informações e pesquisas. Além disso, prestei atenção ao que estava na imprensa e no showbiz e às conversas nas redes sociais. Acho que tudo isso entra no guarda-chuva da pesquisa. Foi importante para mim também ouvir os membros da comunidade em suas próprias palavras, em vídeos do Youtube e blogs conhecidos.

O livro faz uma imersão no universo adolescente atual. Você sempre acompanhou esse mundo ou pesquisou para escrever? No meu trabalho, eu conversava com jovens o dia todo e acabei absorvendo um pouco deles. Estou nos meus 30 e algumas pessoas me perguntam como eu desenvolvi a voz de um menino de 16 anos, mas, para mim, foi natural.

O seu segundo livro, os 27 Crushes de Molly e o terceiro, Leah on the Offbeat, se passam no mesmo mundo do Simon, certo? Sim, o terceiro será uma sequência mais direta. Simon vs. A Agenda Homo Sapiens acontece no terceiro ano do ensino médio, o segundo livro ocorre no verão depois disso e Leah on the Offbeat se passa no terceiro ano do ensino médio. O Simon é um grande personagem nesse livro também, porque é o melhor amigo da Leah. Acho importante os adolescentes poderem ver uma amizade como essa nos livros e, agora, na tela também.

Qual foi a importância para você de explorar todos esses personagens? Foi importante fazer isso depois de escrever o primeiro livro, porque, no final do dia, é uma história de um grupo de amigos que crescem juntos. Dá para saber o que está acontecendo com a Abby ou com personagens menores. A Leah foi o último ponto de vista dessa história. Como eles estão terminando o ensino médio, eu senti que era o momento de concluir a história.

Você já assistiu ao filme Com amor, SimonSim, está perfeito. Acho que ele se sustenta sozinho. É um filme bem divertido, romântico e respeita bastante o livro.

Você colaborou com o roteiro de alguma forma? Chamaram os roteiristas da série This Is Us e eles fizeram um trabalho fenomenal no programa. Eles me mandaram diferentes versões e pediram a minha opinião, mas não tive muitos comentários a fazer, a não ser alguns “gostei muito disso”. Então, não posso tomar nenhum crédito pelo roteiro. Eu amei.

Você acha que o filme pode ter sequências como nos livros? Eu não faço ideia se isso é uma opção para o estúdio. A Fox 20th tem os direitos para qualquer adaptação de filme dos personagens, então está nas mãos deles. Mas ninguém mais pode fazer longas-metragens desses personagens. Eu assumo que eles não decidirão antes de ver como o Com Amor, Simon vai se sair. Eu não posso fazer nenhuma promessa.

Do seu período de trabalho como psicóloga, qual é a maior lição que você aprendeu sobre o período da descoberta sexual? Essa é uma pergunta muito difícil. A parte importante é que as experiências de cada pessoa variam, baseadas em quem são, na família, onde vivem… não é uma experiência universal. Não há uma idade certa. Algumas pessoas nunca se assumem e está bem. Outras pessoas se assumem, porque isso sempre foi bem entendido dentro da família. A história do Simon é apenas uma história. 

Agora, também estamos falando sobre sexualidade fluida. O que você acha do uso de rótulos como “gay” ou “hétero”? Algumas pessoas se sentem muito desconfortáveis ao tentar se encaixar em rótulos, mas eles podem ser poderosos para outros. É uma experiência pessoal. Alguns, às vezes, usam os rótulos para encontrar a sua comunidade, o que os ajuda a entender o que estão vivendo. Para outros, os rótulos não se encaixam. Eu não sei como será no futuro e, com certeza, não tenho uma opinião de como deveriam ser os rótulos. O que eu acho importante lembrar é que as pessoas deveriam poder escolher os seus próprios rótulos. Você deveria estar no controle disso. Ninguém deveria fazer isso por você.

Fonte: Veja

Universidade da França oferece bolsas de estudo para estrangeiros

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(Foto: Divulgação)

A Université de Franche-Comté (Universidade de Franco-Condado), em Besançon, na França, estão com inscrições abertas para bolsas de estudo do programa Bourses Victor Hugo. As vagas são destinadas para estudantes da América Latina (América Central, América do Sul e Caribe, que inclui países com línguas portuguesa e espanhola).

O financiamento é para fazer mestrado ou doutorado. A duração do programa é de um ano, de julho de 2018 a junho de 2019.

Os benefícios cobrem os gastos com matrícula, alojamento em quarto individual, alimentação, serviço de internet, além de um curso intensivo de francês durante dois meses (julho e agosto) no Centre de Linguistique Appliquée de l’Université de Franche-Comté (CLA). O total da bolsa equivale a € 7.117 (euros).

O requisito para se candidatar é ter nacionalidade e residir em um dos países da América Latina – e ter menos de 35 anos (para o mestrado). Entre os documentos solicitados estão os formulários de inscrição, carta de motivação, currículo em francês e certificado universitário com as notas obtidas em cada semestre. Clique aqui para ver a lista solicitada e como enviar.

As inscrições seguem até 31 de janeiro de 2018. Os selecionados serão contatados via e-mail.

A Université de Franche-Comté é uma das instituições francesas mais antigas. Foi criada em 1423 pelo duque de Borgonha, chamado de Filipe, o Bom (antepassado direto de Carlos V, rei de Espanha e imperador do sacro império romano-germânico). A UFC conta com mais de 28 mil estudantes, sendo 20% internacionais.

Fonte: Catraca Livre

Dois destinos tranquilos para curtir os feriados prolongados

Shutterstock/MaxMilhas
(Foto: Divulgação)

Assim como o ano que passou, 2018 também será um ano de muitos feriados prolongados.  E feriado é sinônimo de viajar e se divertir, né? A maioria dos feriados deste ano cairão no início ou no fim da semana e você poderá se organizar para que sua viagem seja inesquecível.

Corumbau (BA)

A praia de Corumbau ou Ponta de Corumbau, fica há 70 Km do centro da cidade de Prado, na Bahia. Considerado um lugar paradisíaco e de beleza especial, é famoso pela extensa faixa de areia que avança sobre o mar e pela tranquilidade até em alta temporada. Quem for a Corumbau poderá passear de barco no Rio Corumbau e fazer um passeio de buggy, na areias brancas. Poderá ainda se banhar nas piscinas de águas esverdeadas, que se formam quando a maré baixa. O lugar é único e surpreendente!

Capitólio (MG)

Já que Minas não tem mar você pode ir para Capitólio. A cidade  fica a 280 Km de Belo Horizonte, capital do estado, entre a Serra da Canastra e o Lago de Furnas. E é por causa deste lago, que a cidade é muito famosa. Conhecido como “Mar de Minas”, o lago é artificial e tem aproximadamente 1440 m² onde se pode navegar  entre os cânions de quase 20 metros de altura. Opções de lazer não faltam: trekking, mountain bike e ainda passeios de catamarã, lancha e a famosa Chalana. As cachoeiras, cascatas e inúmeras  belezas naturais, são de tirar o fôlego.

Fonte: Catraca livre

Festividades de Nazaré encerram com três romarias

(Foto: Divulgação)

As festividades do Círio de Nazaré 2017 encerram com a realização da Romaria dos Corredores, Procissão da Festa e Recírio, que serão realizadas neste sábado (21), domingo (22) e segunda (23), respectivamente. Cerca de 50 mil pessoas devem participar da festa de encerramento do Círio na noite de domingo na Praça Santuário. A projeção é do Dieese-Pa (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e foi divulgada nesta quinta-feira (19).

Na madrugada deste sábado (21) será realizada a Romaria do Corredores, com saída às 5h30 da Praça Santuário e previsão de término às 7h na mesma praça. Esta será a 10ª Romaria Nazarena e deve durar cerca de 1h30, com percurso de sete quilômetros. Estão sendo esperadas cinco mil pessoas pela Diretoria da Festa.

No domingo (22), às 8h, os fiéis celebram a Procissão da Festa, que é uma das romarias mais antigas do Círio, datada de 1881. A procissão sai da Rua Domingos Mareiros e deve finalizar por volta das 10h na Praça Santuário, com percurso de 1,4 quilômetros. Pelo menos 10 mil católicos participam das homenagens. O Dieese acredita que 50 mil pessoas devem participar do encerramento do Círio de Nazaré na noite do mesmo dia na Praça Santuário.

Já na segunda-feira (23), a partir das 7h, será será realizada última Romaria Nazarena, o Recírio. A procissão deve percorrer 700 metros em aproximadamente uma hora. A romaria parte da Praça Santuário e segue até o Colégio Gentil Bittencourt, com chegada prevista às 8h. Cerca de 50 mil pessoas devem participar da procissão, que começou na metade do século XIX.

Fonte: ORM

Padre Sidney anima a noite do Círio Musical nesta quarta, na Praça Santuário

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(Foto: Divulgação)

As noites da quinzena nazarena seguem cheias de música, louvor e oração na programação do Círio Musical, em Belém. Nesta quarta-feira (18), a atração será o cantor, compositor e músico, Padre Sidney, que se apresenta na Concha Acústica da Praça Santuário de Nazaré. O Círio Musical faz parte da agenda oficial do Círio e se inicia sempre às 20h com shows gratuitos.

Padre Sidney é sacerdote na Diocese de Bragança do Pará e atualmente é responsável pela igreja de Garrafão do Norte, na região nordeste do estado.

O Círio Musical é uma realização da Arquidiocese de Belém, Basílica Santuário de Nazaré e Diretoria da Festa de Nazaré com apoio e produção artística da Comunidade Shalom.

Agenda dos próximos shows:

19/10 – Rosa de Saron

20/10 – Adoração e vida

21/10 – Missionário Shalom

22/10 – Canto das Irias

Por Madson Sousa, com informações do G1 Pará